ITEm5
REQUERIMENTO Nº , DE 2011 - CAS
Com fundamento no disposto no art. 58, § 2º, inciso II da Constituição Federal, combinado com o art. 93, inciso I, do Regimento Interno do Senado Federal, requeiro a realização de Audiência Pública no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais – CAS, com vistas a instruir o Projeto de Lei do Senado nº 443, de 2009, que estabelece a duração máxima da jornada de trabalho do farmacêutico, com a participação dos seguintes convidados:
– Presidente Executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácia – Abrafarma;
– Senhor Márcio Pochmann, Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA;
– Representante da Federação Nacional dos Farmacêuticos – FENAFAR;
– Representante do Ministério do Trabalho e Emprego; e
– Representante do Conselho Federal de Farmácia.
Autoria: Senadora Lídice da Mata
Presidente Executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias, Abrafarma; Sr. Márcio Pochmann, Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea; representante da Federação Nacional dos Farmacêuticos; representante do Ministério do Trabalho e Emprego; e representante do Conselho Federal de Farmácia. Autoria: Senadora Lídice da Mata.
Concedo a palavra a V. Exª, Senadora Lidice, para nós fazermos o encaminhamento dessa matéria. Certamente, é importante que V. Exª se manifeste em relação ao seu requerimento.
A SRª LÍDICE DA MATA (Bloco/PSB – BA) – Sr. Presidente, meus caros companheiros de trabalho, Srs. Senadores, na verdade, esse requerimento vem no sentido de nós estimularmos o debate e o esclarecimento da questão, já que tenho a relatar um projeto de lei que estabelece a diminuição da carga de trabalho atual dos farmacêuticos brasileiros. Mesmo tendo muita simpatia pela causa, acho que é de extrema importância que nós possamos ouvir os diversos segmentos envolvidos, tanto os representantes dos farmacêuticos quanto do comércio de farmácias do Brasil, da Associação Brasileira de Redes de Farmácias, representantes do Ministério do Trabalho e Emprego e representantes do Conselho Federal de Farmácia.
É com esse objetivo que peço o apoio para que possamos aprovar esse requerimento e viabilizar essa importante audiência pública que venha a auxiliar a informação e a formação de uma opinião desta Comissão.
Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Jayme Campos. Bloco/DEM – MT) – Só para efeito de informação à Senadora Vanessa Grazziotin, nós ainda não estamos em fase de discussão e estamos aguardando mais uma assinatura. Mas agora acho que já permite. Se V. Exª quer discutir o requerimento, com a palavra a Senadora Vanessa Grazziotin.
A SRª VANESSA GRAZZIOTIN (Bloco/PCdoB – AM) – Na realidade, eu só quero cumprimentar a Senadora Lídice da Mata pela iniciativa de realizarmos aqui, no âmbito do Senado, esse debate importante acerca da jornada de trabalho dos profissionais farmacêuticos.
O SR. PRESIDENTE (Jayme Campos. Bloco/DEM – MT) – Como V. Exª, não é?
A SRª VANESSA GRAZZIOTIN (Bloco/PCdoB – AM) – Exatamente. E eu aqui não falo nem como Senadora, mas como profissional farmacêutica que sou, lembrando que a gente tem debatido esse assunto relativo a todas as categorias no âmbito da saúde, e de não menos importância é também a questão dos farmacêuticos.
Entretanto, em relação a esses profissionais, Sr. Presidente, há um elemento a mais, que é a sua alta inserção no mercado de trabalho através da iniciativa privada.
É um debate importante. Afinal de contas, são profissionais da mais extrema importância dentro do Sistema Único de Saúde e do sistema de saúde brasileiro.
Cumprimento a Senadora Lídice da Mata.
O SR. PRESIDENTE (Jayme Campos. Bloco/DEM – MT) – Agradeço a V. Exª.
Com a palavra o Senador Waldemir Moka.
O SR. WALDEMIR MOKA (Bloco/PMDB – MS) – Sr. Presidente, eu quero, primeiro, concordar com a iniciativa da Senadora Lídice da Mata. E aí um questionamento à própria Senadora Lídice da Mata e também à Senadora Vanessa Grazziotin, cuja formação também é de farmacêutica: em várias universidades, em várias faculdades o curso é de farmácia e bioquímica. Eu tenho comigo que talvez, não sei se atingiria, devêssemos ampliar o termo para farmácia e bioquímica, porque vários profissionais têm três anos de farmácia e mais um ano de bioquímica. Mas esse profissional atua, basicamente, na profissão de farmacêutico. São chamados de farmacêuticos e bioquímicos. Se V. Exª concordar e isso não for criar nenhum tipo de problema na audiência, eu queria sugerir que a gente ampliasse o termo para farmácia e bioquímica. O profissional pode ser farmacêutico e bioquímico. Mas eu queria consultar a Senadora Vanessa, que é da área.
A SRª VANESSA GRAZZIOTIN (Bloco/PCdoB – AM) – Senador Moka, de fato, V. Exª tem razão. Há uma polêmica muito forte em relação a isso. Apenas um dos cursos é de farmácia e bioquímica. Nós tivemos uma mudança curricular profunda há alguns anos e todos eles, independentemente da opção e da área em que queiram seguir trabalhando, seja de bioquímica, seja de alimentos, área de medicamentos, da assistência farmacêutica, todos são farmacêuticos, Senador Moka. Essa, inclusive, é a denominação do projeto. Os farmacêuticos abrangem os bioquímicos. É a mesma coisa com o médico. O médico tem o pediatra, o oftalmologista. Na área da Farmácia, é a mesma coisa. Bioquímica é apenas uma das partes. Infelizmente, a visão que se tem é que quase todo farmacêutico é bioquímico, por conta da não valorização das outras áreas que considero tão importantes ou até mais importantes. Por exemplo, a área de medicamentos é a principal, a primordial, não a Bioquímica para os profissionais farmacêuticos.
Acho que deixamos do jeito que está, Senador Moka, porque abrange todos, inclusive os bioquímicos.
O SR. WALDEMIR MOKA (Bloco/PMDB – MS) – Era só uma sugestão, mas concordo com a argumentação da Senadora Vanessa. Lá, no meu Estado, o curso é Farmácia e Bioquímica e muitos...
A SRª LÍDICE DA MATA (Bloco/PSB – BA) – Na Bahia, também.
O SR. WALDEMIR MOKA (Bloco/PMDB – MS) – Muitos cursam apenas três anos e têm um título de farmacêuticos. Aqueles que completam o curso são farmacêuticos e bioquímicos.
A SRª LÍDICE DA MATA (Bloco/PSB – BA) – Na Bahia, são farmacêuticos e bioquímicos. Eles cursam cinco anos.
A SRª VANESSA GRAZZIOTIN (Bloco/PCdoB – AM) – É o seguinte, Senador Moka: antigamente, eram cinco anos Farmácia e Bioquímica e quatro anos Farmácia. Agora, são cinco anos só Farmácia e mais um ou dois anos de qualquer outra habilitação. Então, o curso mínimo de Farmácia são cinco anos, uma cadeia única, e depois a complementação para qualquer outra área, ou especialidade em Bioquímica ou especialidade em medicamentos ou em qualquer outro que seja...
(Intervenção fora do microfone.)
A SRª VANESSA GRAZZIOTIN (Bloco/PCdoB – AM) – Em alimentos.
Farmácia abrange tudo.
O SR. PRESIDENTE (Jayme Campos. Bloco/DEM – MT) – Tudo.
Daqui a pouco, vamos entrar em processo de votação. Estamos aguardando apenas uma assinatura, mas vamos votar o requerimento de V. Exª, Senadora Lídice da Mata. Daqui a pouco, vamos entrar em processo de votação. Está faltando apenas uma assinatura, porque precisamos de pelo menos nove. Só falta um... São onze.
A SRª LÍDICE DA MATA (Bloco/PSB – BA) – Se o Senador Moka tiver alguma contribuição para alguma outra entidade que não está prevista na nossa audiência, que envolvesse só os bioquímicos, não teria problema para mim.
O SR. WALDEMIR MOKA (Bloco/PMDB – MS) – Não. Como a Senadora Vanessa está dizendo, todo farmacêutico, pelo que entendi, é bioquímico. Todo bioquímico também tem de ser farmacêutico. Os bioquímicos devem ter uma associação, mas acho que isso é desnecessário, diante da argumentação da Senadora Vanessa.
O SR. PRESIDENTE (Jayme Campos. Bloco/DEM – MT) – Ótimo.
Vamos suspender daqui a pouquinho. Estamos em processo de votação.
O Item nº 5 é um requerimento de autoria da Senadora Lídice da Mata. Página 104, com o adendo que é proposto pela Senadora Lídice da Mata. Convida para vir a esta Comissão, por encaminhamento do Senado Cícero Lucena, se não me falhe a memória, o ilustre Humberto Luiz Ribeiro da Silva, que é Secretário de Comércio e Serviços.
Não havendo quem queira discutir, em votação.
Os Srs. Senadores que concordam permaneçam como se encontram.
Aprovado.
RECEITA FARMACÊUTICA
Blog destinado a toda comunidade em especial farmacêuticos e outros profissionais da saúde. O blog está aberto para assuntos regulatórios, assuntos envolvendo assistência farmacêutica, atenção farmacêutica, OTC, oportunidades, CRÍTICAS E OPINIÕES
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Qualidade Total para apenas alavancar vendas.
Toyotismo e acumulação flexível: a “qualidade total” como estratégia do capital
O toyotismo surgiu como solução para a crise do capital ocorrida nos
anos 70. Originário no Japão, de dentro das fábricas de automóveis Toyota,
ganhou terreno e estendeu-se pelo mundo todo. Com ele, uma nova forma de
organização industrial e de relação entre capital e trabalho emerge das cinzas
do taylorismo/fordismo. De acordo com Sabel & Piore, estas novas relações 7
eram mais favoráveis aos trabalhadores quando comparadas às existentes no
modelo anterior, principalmente por possibilitarem o advento de um trabalhador
mais qualificado, participativo, multifuncional, polivalente, dotado de maior
realização no ambiente de trabalho (SABEL & PIORE, 1984).
Estratégias como o just in time, team work, kanban, a eliminação do
desperdício e o controle de qualidade total são parte do discurso do modelo
toyotista de produção e adotadas pelas empresas em todo o mundo. Essas
estratégias tornaram-se modismo entre os consultores de Recursos Humanos,
outplacements, hadhunters e demais especialistas em contratação e
recolocação de profissionais. Somente as empresas que encontram-se
integradas a tais estratégias são tidas como empresas-modelo, recebendo os
certificados de qualidade ISO 9000, 9001, 9002, etc.
Assim, observa-se como o poder transformador do capital atinge
dimensões globais. O que é conveniente para os fins capitalistas deve ser
adotado por todos os que integram o sistema e o metabolismo social do capital
se encarrega disso. Transforma-se não só as relações de produção, na esfera
econômica, mas também os conceitos de qualificação do trabalhador, na esfera
sociocultural. O discurso da “qualidade total” é um bom exemplo a ser citado e
debatido. Recordando as reivindicações por melhores condições de trabalho na
década de 60 e o descontentamento público com a tendência decrescente do
valor de uso das mercadorias, fica fácil compreendermos a razão pela qual o
capital insiste em qualificar processos de produção, trabalhadores e produtos
tendo como referência os padrões estabelecidos pelo discurso da “qualidade total”.
No intuito de convencer a todos de que o ambiente e as relações de
trabalho são os melhores possíveis, estabelece-se os certificados de qualidade
ISO. Isso também se verifica com as mercadorias, que só são liberadas para o
mercado quando passam pelas inspeções de qualidade. O mesmo ocorrendo
com os profissionais a serem contratados ou analisados, só prevalecendo os
que forem qualificados (ou seja, terem qualidade) o suficiente. Os lucros
capitalistas dependem do mercado e do consumidor. Se o mercado exige
qualidade é porque o público consumidor também exige. E o capital sabe muito 8
bem disso e por isso instaura os programas e certificados de “qualidade total”
(ANTUNES, 1999).
Mas atenção especial tem que ser dada à falácia destes programas.
John Tomaney destaca que mesmo onde exemplos de especialização flexível
podem ser identificados, isso não tem trazido necessariamente benefícios para
o trabalho ou o trabalhador. Observam-se, até mesmo, exemplos crescentes de
intensificação do trabalho onde o sistema just in time, por exemplo, é
implantado (TOMANEY, 1996). Da mesma forma, a introdução de tecnologia
computadorizada não vem acarretando a emergência do trabalho qualificado
como conseqüência. Divulgam-se as mudanças no processo produtivo,
ocorridas com o advento do toyotismo, enfatizando melhorias no que diz
respeito ao trabalho mais qualificado e habilitado – como o trabalho em equipe,
a multifuncionalidade e a polivalência, a flexibilidade – , mas oculta-se que este
mesmo processo tem levado freqüentemente à intensificação e precarização
do trabalho.
O mesmo se dá com a “qualidade total” das mercadorias. No intuito de
convencer o público consumidor da “qualidade” dos seus produtos, as
empresas implantam os certificados ISO de “qualidade total”. Mészáros
destaca como estratégia do capital a utilização decrescente do valor de uso
das mercadorias (MÉSZÁROS, 1995). O capital depende da dinâmica do
mercado de produtos, que é dada pela contínua substituição das mercadorias
velhas pelas novas. Portanto, quanto menor vida útil tiver um produto, maior
será a dinâmica do mercado de consumo e, consequentemente, maior será o
lucro obtido pelas empresas. A utilização decrescente do valor de uso é
fundamental para o processo de valorização do capital. Conforme salienta
Antunes (1999): “na empresa da era da reestruturação produtiva, torna-se
evidente que quanto mais ‘qualidade total’ os produtos devem ter menor
tempo de duração” (p.50). A “qualidade total” torna-se, então,
inteiramente compatível com a chamada lógica da produção destrutiva, na qual
os traços marcantes são o desperdício, a destrutividade e a rápida
obsolescência dos produtos.
Visto sob esta ótica, não restam dúvidas de que o discurso da “qualidade
total” é mais uma das estratégias do capital para atingir seu objetivo único e 9
primordial: o lucro. O divulgado “respeito” pelo consumidor (que sofre com a
baixa qualidade dos produtos) ou pelo trabalhador (afetado pela intensificação
e exploração do processo de trabalho, ocultadas pelos certificados de
qualidade), ocorrido com os processos de reestruturação produtiva, não passa
de alienação diante da cruel realidade. Alienação esta que é uma arma
poderosa, da qual se utiliza o sistema de metabolismo social do capital.
Marcos de Castro Pere
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Anorexigenos e outras drogas
JUNTA INTERNACIONAL DE FISCALIZAÇÃO DE ENTORPECENTES
Relatório Anual 2010 ● Referências ao Brasil
II. Funcionamento do sistema internacional de fiscalização de drogas
Durante muitos anos os níveis de consumo de estimulantes presentes na Lista IV
da Convenção de 1971, nos países das Américas, entre eles o Brasil, figuraram entre os mais altos do mundo. A Junta observa que o Brasil vem adotando nos últimos anos medidas para frear o consumo de anorexígenos, modificando a legislação nacional para melhorar a fiscalização da distribuição interna dessas substâncias e pela aplicação da rigorosa da exigência da de receitas médicas. A esse respeito, a Junta apóia as medidas adotadas pelo governo em agosto de 2010 com o fim de estabelecer novas regras voltadas para fortalecer a fiscalização da fabricação, importação, comercialização e receita de estimulantes do tipo anfetamínico no país. A Junta incentiva o governo a continuar adotando todas as medidas necessárias para que os anorexígenos sejam utilizados unicamente para fins médicos, bem como para impedir que sejam utilizados de forma indevida e receitados indiscriminadamente.
Relatório Anual 2010 ● Referências ao Brasil
II. Funcionamento do sistema internacional de fiscalização de drogas
Durante muitos anos os níveis de consumo de estimulantes presentes na Lista IV
da Convenção de 1971, nos países das Américas, entre eles o Brasil, figuraram entre os mais altos do mundo. A Junta observa que o Brasil vem adotando nos últimos anos medidas para frear o consumo de anorexígenos, modificando a legislação nacional para melhorar a fiscalização da distribuição interna dessas substâncias e pela aplicação da rigorosa da exigência da de receitas médicas. A esse respeito, a Junta apóia as medidas adotadas pelo governo em agosto de 2010 com o fim de estabelecer novas regras voltadas para fortalecer a fiscalização da fabricação, importação, comercialização e receita de estimulantes do tipo anfetamínico no país. A Junta incentiva o governo a continuar adotando todas as medidas necessárias para que os anorexígenos sejam utilizados unicamente para fins médicos, bem como para impedir que sejam utilizados de forma indevida e receitados indiscriminadamente.
terça-feira, 26 de abril de 2011
O reconhecimento de qualquer doença é intrínseco a observação visual e sensorial. Algoritmo é apenas uma ferramenta
| O teste dos temperamentos Fonte: Folha de S.Paulo Notícia publicada em: 25/04/2011 Autor: MARIANA VERSOLATO |
| Um teste on-line com cerca de 900 perguntas, criado por psiquiatras, pretende traçar o perfil psicológico e supostos transtornos psiquiátricos dos internautas dispostos a completá-lo. As perguntas estão no site www.temperamento.com.br, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Bases Neurobiológicas e Tratamento de Transtornos Neuropsiquiátricos, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular e Celular da PUC do Rio Grande do Sul. O teste é dividido em duas fases -psicológica e psiquiátrica- e as perguntas vão de medos e traumas na infância a números de tatuagens e parceiros sexuais, para citar alguns exemplos. Depois de responder às perguntas, o participante recebe o resultado por e-mail, dizendo qual é seu temperamento afetivo. Na segunda fase do teste, a avaliação diz quais são os transtornos psiquiátricos que a pessoa pode ter. A lista inclui 19 problemas mentais. Mais de 30 mil pessoas já responderam às perguntas, de forma anônima. O objetivo do teste, segundo o psiquiatra Diogo Lara, um de seus criadores, é poder avaliar como o temperamento das pessoas está relacionado aos transtornos psiquiátricos e usar os resultados em artigos científicos. Alguns já foram publicados em periódicos como "Journal of Affective Disorders" e "Psychopathology". O cruzamento de informações permite afirmar, por exemplo, que 25% das mulheres com depressão têm temperamento ciclotímico (ou seja, com altos e baixos). Nesses casos, o tratamento não é feito com antidepressivos, e sim com estabilizadores de humor. É aí que está outra utilidade do site, segundo Lara. "O tratamento pode ganhar muito se o paciente é visto a partir do seu temperamento. Uma depressão com ansiedade é diferente de uma com temperamento apático." As perguntas e os 12 tipos de temperamento foram inspirados em classificações já existentes na literatura científica, segundo Lara. "Cerca de 80% das pessoas afirmaram, no final, que acharam o teste muito útil e que o perfil de temperamento correspondia à realidade." AUTOCONHECIMENTO O temperamento, afirma, é 60% genético e 40% definido por fatores ambientais, principalmente relacionados à infância. É a natureza emocional que define como a pessoa age no dia a dia. Para ele, a avaliação pode levar ao autoconhecimento. "Se sei o que me atrapalha, posso pensar em melhorar a minha maneira de ser." O professor de psiquiatria da Unifesp José Alberto Del Porto concorda. "O site traça um perfil, e isso ajuda. Os participantes podem até levar esse perfil a um especialista. Se o resultado disser que sou muito instável, será que não tenho ciclotimia, um transtorno de humor?" Para Del Porto, o serviço não tem a pretensão de servir como um diagnóstico, mas pode motivar a pessoa a procurar tratamento especializado, o que é positivo. Segundo Lara, 30% das pessoas têm transtornos psiquiátricos, mas nem todos recebem tratamento. Os motivos para isso, afirma, incluem o preconceito em relação às doenças mentais e o serviço público deficiente. "Com o teste, pelo menos a pessoa pode perceber se tem algum problema." CURIOSIDADE Para Marcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP, o mérito do site é usar a internet para coletar dados e usá-los em pesquisas. "A utilidade para a pessoa é relativa, é mais uma curiosidade. Já do ponto de vista científico é muito útil." Bernik questiona, porém, se a amostra é representativa da população. Del Porto toca no mesmo ponto. "O site é válido, considerando suas limitações. Mas não podemos generalizar as respostas porque quem responde está hipermotivado, já deve ter queixas. Quem não tem interesse não vai responder a tantas questões." |
quarta-feira, 9 de março de 2011
“panem et circenses"
A política do pão e circo
Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”, a política do pão e circo. Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante os eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.
Esta situação ocorrida na Roma antiga é muito parecida com o Brasil atual. Aqui o crescimento urbano gerou, gera e continuará gerando problemas sociais. A quantidade de comunidades (também conhecidas como favelas) cresce desenfreadamente e a condição de vida da maioria da população é difícil. O nosso governo, tentando manter a população calma e evitar que as massas se rebelem criou o “Bolsa Família”, entre outras bolsas, que engambela os economicamente desfavorecidos e deixa todos que recebem o agrado muito felizes e agradecidos. O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores ao darem pão aos romanos. Enquanto fazem maracutaias e pegam dinheiro público para si, distraem a população com mensalidades gratuitas.
Estes programas sociais até fariam sentido se também fossem realizados investimentos reais na saúde, educação e qualificação da mão-de-obra, como cursos profissionalizantes e universidades gratuitas de qualidade para os jovens. Aquela velha frase “não se dá o peixe, se ensina a pescar” pode ser definida como princípio básico de desenvolvimento em qualquer sociedade. E ao invés dos circos romanos, dos gladiadores lutando no Coliseu, temos nossos estádios de futebol e seus times milionários. O brasileiro é apaixonado por este esporte assim como os romanos iam em peso com suas melhores roupas assistir as lutas nos seus estádios. O efeito político também é o mesmo nas duas épocas: os problemas são esquecidos e só pensamos nos resultados das partidas.
A saída desta dependência é a educação, e as escolas existem em nosso país, mas há muito que melhorar. Os alunos deveriam sair do Ensino Médio com uma profissão ou com condições e oportunidades de cursar o nível superior gratuitamente, e assim garantir seu futuro e de seus descendentes. Proporcionar educação de qualidade é um dever do estado, é nosso direito, mas estamos acomodados e acostumados a ver estudantes de escolas públicas sem oportunidades de avançar em seus estudos, e consideramos o nível superior como algo para poucos e privilegiados (apenas 5% da população chega lá). Precisamos mudar nossos conceitos e ver que nunca é tarde para exigirmos nossos direitos.
Somente com educação e cultura os brasileiros podem deixar de precisar de doações e assim, se desligar desse vínculo com o pão e circo.
http://www.artigonal.com/politica-artigos/a-politica-do-pao-e-circo-584140.html
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
IDH
BRASIL É O PAÍS QUE MAIS AVANÇA EM ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). No documento deste ano, divulgado ontem, o Brasil passa a ocupar a 73ª colocação, desempenho suficiente para que integre o grupo de países de desenvolvimento humano elevado. Apesar do crescimento, o País ainda apresenta traços importantes de desigualdade social.
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009. O desempenho é significativo, sobretudo diante do cenário de estagnação revelado pelo estudo. Dos 169 países analisados, 116 mantiveram a posição apresentada em 2009 e 27 tiveram desempenho pior. Além do Brasil, somente outros 25 conseguiram melhorar a classificação, de acordo com o relatório.
O IDH analisa indicadores de desempenho de países em três áreas: saúde, educação e rendimento. Este ano, os indicadores e a forma de cálculo para se chegar ao índice mudaram. A escala, no entanto, permanece: varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de um, melhor a situação do país. O Brasil alcançou índice 0,699. Noruega, a primeira colocada, chegou a 0,938. O pior indicador foi do Zimbábue: 0,140. Os países são classificados em quatro níveis, de acordo com as notas: desenvolvimento humano muito elevado, elevado, médio e baixo.
A mudança na composição do IDH ocorre no aniversário de 20 anos do relatório. "Os critérios de desenvolvimento humano mudaram, e a ideia foi usar indicadores mais sensíveis a essas mudanças", explica o economista Flávio Comim, do PNUD. A alteração deste ano fez com que índices de vários países, incluindo o Brasil, despencassem em relação ao ano passado. "Mas esses são números que não podem ser comparados. A metodologia é outra, o padrão é outro. É como se estivéssemos usando uma nova régua", compara Comim.
INDICADORES NACIONAIS
Para poder fazer um acompanhamento histórico, integrantes do programa calcularam o IDH do Brasil da última década seguindo a nova metodologia. "São esses números que podem ser confrontados. E, por esse aspecto, o Brasil cresceu bastante." O salto do Brasil se deve ao desempenho apresentado nas taxas de expectativa de vida, renda e escolaridade média de pessoas com mais de 25 anos.
A expectativa de vida do brasileiro é de 72,9 anos. A média de anos estudados de pessoas com mais de 25 anos está em 7,2. Já o rendimento nacional bruto é US$ 10.607. "O País cresceu de forma harmônica em várias áreas. Não foi algo pontual", analisa Comim. Para ele, isso é que contribuiu para o desempenho nacional apresentado este ano fosse significativamente maior do que em 2009.
O que ainda amarra a colocação nacional é a qualidade da educação, avaliada pelo novo índice "anos de estudo esperados"', uma espécie de expectativa de vida educacional. Ao longo dos últimos cinco anos, o número de anos escolares esperado caiu de 14,5 para 13,8.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Parabéns IVAN VALENTE
IVAN VALENTE foi reeleito novamente para o congresso. Nós farmacêuticos continuaremos a ter um excelente representante no parlamento.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A dificuldade operacional do site da ANVISA
Há meses atrás, escrevi sobre as dificuldades operacionais com o site da ANVISA e com a falta de atualização do mesmo, em diversas áreas. Hoje, infelizmente, o problema segue, agravado por aquilo que pretendeu ser uma modernização do site, mas que resultou numa falta de funcionalidade a toda prova. Links impossíveis de serem acessados, sistema de pesquisa da legislação sanitária sem atualização, sistema de pesquisa de empresas autorizadas a funcionar e produtos registrados funcionando de forma intermitente, são alguns dos problemas que hoje afetam a todos que querem, de alguma forma, pesquisar através do site da Agência. A iniciativa da disponibilização das informações pela via digital é absolutamente necessária e louvável, mas há que se corrigir essas distorções com rapidez. Não é possível que um país inteiro fique à mercê da impossibilidade de acesso às informações que, em última instância, são públicas e, portanto, de livre acesso a qualquer cidadão brasileiro. E a quem reclamar numa hora dessas...? Quem é o responsável pela correção do sistema? No meio da corrida presidencial, vale lembrar que Democracia só se faz com o livre trânsito das informações e que impedir esse acesso, de forma ativa ou passiva não só é anti-democrático, como é irresponsável e passível de sanção legal. Que a sociedade civil organizada, através das associações de classe e demais entidades representativas, cobre da ANVISA, de forma veemente, a correção dessa situação que se arrasta por meses a fio.
Roberto Latini é diretor da Latini & Associados
Roberto Latini é diretor da Latini & Associados
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Farmacêutica 30 horas
O Projeto de Lei Nº 443 de 2009 é o projeto onde será estipulado o horário de trabalho do farmacêutico para 30 horas semanas. Ou seja, caso trabalhe de segunda a sábado será 5 horas diárias e se trabalhar de segunda a sexta será 6 horas diárias.
O projeto já foi encaminhado para Audiência Pública. Reunida a Comissão de Assuntos Socias no dia 24/02/2010, é aprovado o Requerimento nº 11, de 2010-CAS, de iniciativa do Senador Geraldo Mesquita Júnior, para a realização de Audiência Pública em data oportuna para instruir a matéria (fls.04 e 05).
Para que isso aconteça e de extrema importância que os farmacêuticos de todo o País saiba disso e mande suas argumentações sobre a importância dessa Lei, para os Farmacêuticos e principalmente para população Brasileira que terá maior oportunidade de ter um profissional mais qualificado para a prestação da Atenção farmacêutica e ajudar na promoção da Saúde, pois terá maior facilidade de se atualizar.
Mande e-mails em apoio ao Projeto de Lei Nº 443/2009 para o Senador Geraldo Mesquita: geraldo.mesquita@ senador.gov. br
Quem quiser acompanhar, o link está aqui: http://www.senado. gov.br/sf/ atividade/ materia/detalhes .asp?p_cod_ mate=93422&p_sort=DESC&cmd=sort
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