sexta-feira, 5 de novembro de 2010

IDH

BRASIL É O PAÍS QUE MAIS AVANÇA EM ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). No documento deste ano, divulgado ontem, o Brasil passa a ocupar a 73ª colocação, desempenho suficiente para que integre o grupo de países de desenvolvimento humano elevado. Apesar do crescimento, o País ainda apresenta traços importantes de desigualdade social.

Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009. O desempenho é significativo, sobretudo diante do cenário de estagnação revelado pelo estudo. Dos 169 países analisados, 116 mantiveram a posição apresentada em 2009 e 27 tiveram desempenho pior. Além do Brasil, somente outros 25 conseguiram melhorar a classificação, de acordo com o relatório.

O IDH analisa indicadores de desempenho de países em três áreas: saúde, educação e rendimento. Este ano, os indicadores e a forma de cálculo para se chegar ao índice mudaram. A escala, no entanto, permanece: varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de um, melhor a situação do país. O Brasil alcançou índice 0,699. Noruega, a primeira colocada, chegou a 0,938. O pior indicador foi do Zimbábue: 0,140. Os países são classificados em quatro níveis, de acordo com as notas: desenvolvimento humano muito elevado, elevado, médio e baixo.

A mudança na composição do IDH ocorre no aniversário de 20 anos do relatório. "Os critérios de desenvolvimento humano mudaram, e a ideia foi usar indicadores mais sensíveis a essas mudanças", explica o economista Flávio Comim, do PNUD. A alteração deste ano fez com que índices de vários países, incluindo o Brasil, despencassem em relação ao ano passado. "Mas esses são números que não podem ser comparados. A metodologia é outra, o padrão é outro. É como se estivéssemos usando uma nova régua", compara Comim.

INDICADORES NACIONAIS

Para poder fazer um acompanhamento histórico, integrantes do programa calcularam o IDH do Brasil da última década seguindo a nova metodologia. "São esses números que podem ser confrontados. E, por esse aspecto, o Brasil cresceu bastante." O salto do Brasil se deve ao desempenho apresentado nas taxas de expectativa de vida, renda e escolaridade média de pessoas com mais de 25 anos.

A expectativa de vida do brasileiro é de 72,9 anos. A média de anos estudados de pessoas com mais de 25 anos está em 7,2. Já o rendimento nacional bruto é US$ 10.607. "O País cresceu de forma harmônica em várias áreas. Não foi algo pontual", analisa Comim. Para ele, isso é que contribuiu para o desempenho nacional apresentado este ano fosse significativamente maior do que em 2009.

O que ainda amarra a colocação nacional é a qualidade da educação, avaliada pelo novo índice "anos de estudo esperados"', uma espécie de expectativa de vida educacional. Ao longo dos últimos cinco anos, o número de anos escolares esperado caiu de 14,5 para 13,8.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Parabéns IVAN VALENTE

IVAN VALENTE foi reeleito novamente para o congresso.  Nós farmacêuticos continuaremos a ter um excelente representante no parlamento.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A dificuldade operacional do site da ANVISA

Há meses atrás, escrevi sobre as dificuldades operacionais com o site da ANVISA e com a falta de atualização do mesmo, em diversas áreas. Hoje, infelizmente, o problema segue, agravado por aquilo que pretendeu ser uma modernização do site, mas que resultou numa falta de funcionalidade a toda prova. Links impossíveis de serem acessados, sistema de pesquisa da legislação sanitária sem atualização,  sistema de pesquisa de empresas autorizadas a funcionar e produtos registrados funcionando de forma intermitente, são alguns dos problemas que hoje afetam a todos que querem, de alguma forma, pesquisar através do site da Agência. A iniciativa da disponibilização das informações pela via digital é absolutamente necessária e louvável, mas há que se corrigir essas distorções com rapidez. Não é possível que um país inteiro fique à mercê da impossibilidade de acesso às informações que, em última instância, são públicas e, portanto, de livre acesso a qualquer cidadão brasileiro. E a quem reclamar numa hora dessas...? Quem é o responsável pela correção do sistema? No meio da corrida presidencial, vale lembrar que Democracia só se faz com o livre trânsito das informações e que impedir esse acesso, de forma ativa ou passiva não só é anti-democrático, como é irresponsável e passível de sanção legal. Que a sociedade civil organizada, através das associações de classe e demais entidades representativas, cobre da ANVISA, de forma veemente, a correção dessa situação que se arrasta por meses a fio.






Roberto Latini é diretor da Latini & Associados 

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Farmacêutica 30 horas

O Projeto de Lei Nº 443 de 2009 é o projeto onde será estipulado o horário de trabalho do farmacêutico para 30 horas semanas. Ou seja, caso trabalhe de segunda a sábado será 5 horas diárias e se trabalhar de segunda a sexta será 6 horas diárias.
O projeto já foi encaminhado para Audiência Pública. Reunida a Comissão de Assuntos Socias no dia 24/02/2010, é aprovado o Requerimento nº 11, de 2010-CAS, de iniciativa do Senador Geraldo Mesquita Júnior, para a realização de Audiência Pública em data oportuna para instruir a matéria (fls.04 e 05).

Para que isso aconteça e de extrema importância que os farmacêuticos de todo o País saiba disso e mande suas argumentações sobre a importância dessa Lei, para os Farmacêuticos e principalmente para população Brasileira que terá maior oportunidade de ter um profissional mais qualificado para a prestação da Atenção farmacêutica e ajudar na promoção da Saúde, pois terá maior facilidade de se atualizar.

Mande e-mails em apoio ao Projeto de Lei Nº 443/2009 para o Senador Geraldo Mesquita: 
geraldo.mesquita@ senador.gov. br


terça-feira, 20 de julho de 2010

Hospital Albert Einstein abre 114 vagas


Hospital Albert Einstein abre 114 vagas
por Saúde Business Web
19/07/2010
Profissionais selecionados irão atuar na unidade Perdizes Higienópolis

O Hospital Israelita Albert Einstein abre 114 oportunidades para profissionais interessados em atuar na unidade Perdizes Higienópolis, Zona Oeste de São Paulo, que será inaugurada no início de agosto.Há vagas para médicos, enfermeiros, biomédicos, nutricionistas, farmacêuticos, físicos, entre outros.
De acordo com o hospital, a partir da contratação, os profissionais selecionados serão submetidos a treinamentos específicos para cada área.

Nós Farmacêuticos também apoiamos

MÉDICOS DÃO APOIO A RESOLUÇÃO DA ANVISA

SÃO PAULO – As sociedades brasileiras de Hipertensão, Cardiologia e Nefrologia (que trata das doenças do rim) divulgaram ontem um manifesto de apoio à resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que institui alertas sobre riscos à saúde nas propagandas de alimentos com excesso de sal, açúcar e gorduras, visando a prevenir males cardíacos, renais e obesidade.

As três entidades, que estimam representar 20 mil médicos, afirmam no texto que “a saúde é um bem indisponível e, como tal, deve ser defendido por todos os segmentos que acreditam que uma mudança benéfica possa ser introduzida neste País e em seus habitantes, que devem poder escolher livre e conscientemente o que desejam ingerir”.

“Isso é parte de um programa educativo. As pessoas têm o direito de saber o quanto a mais estão comendo de substância que faz mal. É uma maneira de dar mais acesso à informação”, disse Fernando Nobre, da Sociedade Brasileira de Hipertensão. “Não permitir o cigarro na TV não é ser contra o direito de expressão.”

Desde a publicação da resolução, no fim de junho, a indústria de alimentos e o setor de propaganda apontam que a mudança é ilegal, pois demandaria uma lei federal. Também destacam que a medida atenta contra a liberdade de expressão e não é educativa.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também apontou a necessidade de uma lei federal.

Mas testes revelam que nenhum dos 19 principais temperos industrializados, prontos, vendidos no País tem o consumo recomendado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) em razão da alta concentração de sódio.

Segundo a associação, na ingestão de pequena porção dos temperos, equivalente a uma colher de chá ou um tablete, são consumidas de uma única vez até 70% da quantidade de sal indicada para um dia inteiro. O consumo excessivo de sódio está relacionado a problemas cardiovasculares.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha o consumo diário de, no máximo, 2 gramas de sódio ou 5 gramas de sal. “Apesar de não alcançarem esse limite, após o consumo dos temperos o consumidor ultrapassará a quantidade do nutriente (sódio) recomendada com a ingestão de outros alimentos ao longo do dia”, explica a nutricionista Manuela Dias, da Proteste.

O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da hipertensão. No Brasil, são registrados anualmente 308 mil casos de doenças cardiovasculares. “Metade poderia ser evitada com medidas preventivas, como o respeito ao limite do consumo de sódio por dia”, diz o cardiologista e coordenador de ações sociais da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado. 

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO – PE 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Prescrição Farmacêutica

PRESCRIÇÃO ADIADA

O primeiro dia de Reunião Plenária do Conselho Federal de Farmácia (CFF), realizado, hoje, 01 de julho, em São Paulo (SP), foi marcado pelo debate sobre a Proposta de Resolução que trata da prescrição farmacêutica de medicamentos. Apesar de ter recebido apoio dos Conselheiros Federais, o novo texto da Proposta, apresentou pontos polêmicos, e o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, resolveu adiar a votação para a próxima Reunião Plenária do CFF, que será realizada, no final do mês de julho.

O dirigente lembra que, ao propor a regulamentação da prescrição farmacêutica, o principal objetivo do CFF é ampliar a segurança do usuário de medicamentos isentos de prescrição, protegendo-o de possíveis interações medicamentosas, reações indesejáveis e intoxicações. “Este anseio da categoria e a demanda que existe por parte da sociedade não podem ser os únicos parâmetros para que o Conselho Federal de Farmácia aprove uma resolução. É preciso responsabilidade, bom senso e sabedoria para regulamentar mais um serviço que o farmacêutico irá prestar, na farmácia”, disse. As opiniões dos Conselheiros Federais de Farmácia quanto à redação da proposta de resolução não foram consensuais, por isso a decisão de adiar a votação.

Souza Santos explica que a prescrição farmacêutica, ou seja, a orientação do farmacêutico feita por escrito e contendo a sua assinatura, tem, também, o objetivo de promover o uso racional dos medicamentos. “Tal atividade qualificará o uso, diminuirá as interações medicamentosas, e levará à adesão do paciente ao tratamento, reduzindo o índice de intoxicações medicamentosas. Todo medicamento pode gerar reações indesejáveis em seus usuários. O que ajuda a diminuir ou impedir os problemas é a orientação”, afirma.

PLENÁRIA - Da pauta, ainda constaram a apresentação da proposta de modificação da Resolução n.º 514, que dispõe sobre o título de farmacêutico-bioquímico; a Proposta de Resolução que dispõe sobre as atribuições do farmacêutico analista de medicamentos, cosméticos, saneantes, alimentos e produtos para a saúde; e a apresentação da proposta de organização e financiamento da assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: CFF

sexta-feira, 4 de junho de 2010

PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA A UM PASSO DE SER APROVADA

Uma discussão acalorada em torno da prescrição farmacêutica, um dos temas mais polêmicos relacionados à profissão, movimentou, hoje (26.05.10), segundo e último dia da Plenária do Conselho Federal de Farmácia (CFF), realizada, em Porto Alegre. A discussão envolveu o Presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dirceu Raposo de Mello; Diretores do CFF e de várias entidades da Farmácia. Foi praticamente consensual a opinião favorável à aprovação da Consulta Pública número 01/10, do CFF, que propõe a regulamentação da prescrição de medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs). O Presidente do órgão, Jaldo de Souza Santos, previu que, na Plenária de junho, que será realizada, em São Paulo, a matéria será votada, “e aprovada”.

A Consulta Pública do CFF prevê a prescrição farmacêutica exclusivamente para os MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição) médica. Os farmacêuticos defendem que esse seu serviço qualificará o uso dos medicamentos isentos de prescrição médica, gerando segurança para os pacientes, vez que os protege contra possíveis interações medicamentosas, reações adversas etc.

Foi quase um consenso entre os participantes da Plenária de que a prescrição é inevitável e que os farmacêuticos não poderiam mais conviver com a “humilhação” de ser penalizados, ao indicar um MIP. Logo eles, que são as excelências em medicamentos. “A sociedade não pode deixar de contar com a prescrição farmacêutica, porque ela é um anteparo contra as reações indesejáveis provocadas pelos medicamentos”, enfatizou o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos. Souza Santos declarou que farmacêuticos de todo o País vem pressionando o CFF, no sentido de que aprovem a prescrição farmacêutica.

O Diretor-Presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, observou que os medicamentos são isentos de prescrição médica, mas não de orientação. Ele falou dos avanços conquistados no setor farmacêutico, com as normas emanadas da Agência. Citou a RDC 44/09, que resgata o sentido de saúde das farmácias e valoriza os serviços profissionais farmacêuticos, e pediu que a votação da Consulta Pública do CFF esperasse um pouco mais. Em vários países, lembrou Raposo de Mello, a prescrição farmacêutica é uma prática corriqueira, tanto nas farmácias, quanto nos hospitais.

A Diretora Secretária-Geral do CFF, Lérida Vieira, pediu a aprovação da matéria, já, e alertou que se não for garantido o direito de o farmacêutico indicar medicamentos (MIPs), nas farmácias, outros profissionais virão reivindicar esse direito. “Os farmacêuticos atuam, em estabelecimentos onde existem medicamentos isentos de prescrição médica, e não tem responsabilidades junto aos usuários desses produtos? Como pode isso? Ele tem direito, assegurado pela RDC 44/10, a um espaço privativo, nas farmácias, para poder atender o paciente, mas não pode indicar um MIP? Isso é uma contradição que só prejudica os usuários de medicamentos”, enfatizou Lérida Vieira.

O Conselheiro Federal por São Paulo, Ely Saranz Camargo, alertou que, se o Plenário do CFF não regulamentar, logo, a prescrição farmacêutica, futuramente, estará se lamentando por não ter tomado essa iniciativa que tanto ajudará a sociedade. Já a Conselheira Federal pelo Rio Grande do Norte, Lenira da Silva Costa, disse que essa discussão já está atrasada e que os farmacêuticos, que são excelências em Farmacologia, não podem ter medo de discutir o assunto e muito menos de exercer a indicação de medicamentos isentos (MIPs).

As palavras de Lenira Costa reverberaram no pronunciamento do Vice-Presidente do CFF, Walter Jorge João: “Os farmacêuticos não podem ficar medrosos diante de coisas como a prescrição. Ele deve abraçar essa causa – e já está abraçando –, e a Consulta Pública deve, sim, ser aprovada e a prescrição deve fazer parte dos serviços farmacêuticos”, defendeu Walter Jorge. Ele aproveitou para lembrar que esse tema tornou-se central nas discussões travadas, em Plenário, graças ao Presidente do órgão, Jaldo de Souza Santos.

O Diretor da Fenafar (Federação Nacional dos Farmacêuticos), Ronald Ferreira dos Santos, disse que a entidade “não é contra o CFF cumprir o seu papel de por o tema em discussão e aprovar a prescrição farmacêutica”. Mas pediu um esforço de todos para garantir a presença dos farmacêuticos, nas farmácias e drogarias, para prestar orientação ao paciente não apenas sobre os MIPs, mas sobre todos os medicamentos.

Outro representante de entidade farmacêutica, Danilo Caser, Presidente da Feifar (Federação Interestadual de Farmacêuticos), disse que tem andado por todo o País, e que os farmacêuticos reivindicam o direito de prescrição. “Trago, aqui, esta mensagem: os farmacêuticos querem ter o direito de prescrever”, sublinhou.

A Presidente da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), Maria do Carmo Garcez, manifestou o seu contentamento com o fato de as discussões acerca do assunto iniciarem-se e ganharem densidade em Plenário do CFF. Ela pediu mais qualificação profissional para que os farmacêuticos exerçam, com segurança, a indicação de medicamentos.

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do CFF

quinta-feira, 22 de abril de 2010

manipulação. Como funciona o negócio.

Fantástico denuncia esquema entre médicos e farmácias
O percentual repassado ao médico varia entre 25% e 45% do total das receitas encaminhadas à farmácia, uma prática proibida pelos códigos.


Você iria a um médico sabendo que ele recebe da farmácia mais 30% do que prescreve ao paciente? O Fantástico faz agora uma denúncia grave. Vamos mostrar situações que já foram muito faladas, mas que até hoje não tinham sido mostradas: o pagamento de comissões a médicos para que eles indiquem farmácias.

Você deve conhecer esta situação: o paciente sai do consultório do médico com o endereço da farmácia colado na receita. Para investigar por que muitos médicos encaminham pacientes direto para uma determinada farmácia, durante dois meses, o repórter Eduardo Faustini se apresentou como doutor Carlos Renato, endocrinologista. Fez contatos com farmácias de manipulação no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Descobriu que elas oferecem comissões aos médicos - uma prática proibida pelos códigos de ética.

Fantástico: Como a gente pode trabalhar?
Any: Todos os médicos aqui, a gente tem uma parceria.

Repórter: Dra., Teresinha é o Dr. Carlos Renato. Nós vamos inaugurar agora em abril essas clínicas de endócrino. O que eu gostaria de saber com a senhora, é possível fazer uma parceria?
Teresinha: Olha, eu vou ser sincera para você. Aqui eu dou 25% de parceria.
Fantástico: OK: 25% em cima da receita?
Teresinha: Em cima da receita.

Romilson: Eu falei com o senhor que seria até uns 30% ou se fosse até umas 30 fórmulas, dava para gente fazer uns 40%. Acima disso, a gente poderia sentar e conversar.

Com uma câmera escondida, o repórter se encontrou com farmacêuticos e representantes comerciais das farmácias.

Fantástico: Você está acostumada a trabalhar com médico?
Mulher: Sim. Aqui é só assim. É só assim.
Fantástico: Assim como?
Mulher: Só parceria em Curitiba.
Fantástico: Como?
Mulher: É só parceria. Em Curitiba é só assim, porque se eu ficar esperando o cliente vir, que mandar o amigo. Não sobrevivo. É parceria. Tem o valor repassado.

No computador, o funcionário de outra farmácia no Rio de Janeiro revela como é calculado o repasse. Ele dá o exemplo de um médico chamado Fernando:

Funcionário: Esse aqui é quantas fórmulas ele colocou na minha farmácia até o dia 25/03.
Fantástico: Quantas fórmulas?
Funcionário: Ele colocou um total de 3.390 fórmulas.
Fantástico: Deu um total de venda?
Funcionário: de R$ 92.350.
Fantástico: Quanto foi o repasse dele?
Funcionário: O repasse dele foi 35%. Eu vou tirar os 35%

Feitas as contas, o médico Fernando teria recebido R$ 32.323 de comissão por suas receitas ou fórmulas. O percentual repassado ao médico varia entre 25% e 45% do total das receitas encaminhadas à farmácia. Para burlar o imposto de renda, veja o que faz Teresinha, dona da farmácia A terapêutica em Salvador.

Fantástico: E o pagamento, como é feito?
Teresinha: Todo final de mês.
Fantástico: Sabe que não pode ter depósito.
Teresinha: Não. Você vem aqui pegar. Eu te dou um cheque.
Fantástico: Cheque?
Teresinha: Pelo amor de Deus. Eu não dou conta de tirar o dinheiro. Não me comprometa. Não existe isso, doutor. Um dia você coloca no nome da sua mulher. Outro, no nome da mãe, da avó, da tia. Ninguém desconfia. Essa médica, esse mês, fez R$ 21,3 mil. O que ela fez? Como o volume dela é grande, dei quatro cheques para ela. Ela deposita lá no dia primeiro, no dia não sei o que. Chega no final do mês, ela recebeu tudo. Você entendeu? Ela divide. Ela não joga os R$ 20 mil de uma vez. Também joga no nome do marido dela, do irmão dela e vai deitando e rolando.
Fantástico: Ela recebeu só de repasse?
Teresinha: Só de comissão
Fantástico: Quanto?
Teresinha: R$ 21,3 mil.

Não é só em dinheiro que as farmácias retribuem a indicação dos médicos. Veja o caso da rede de farmácias Natura Ativa, no Rio de Janeiro.

Funcionário: Doutor, mesmo com parceria eu já mobiliei escritório, consultório. Há pouco tempo, em Madureira, não fui nem eu, foi em Madureira, um médico ganhou uma TV de 42 polegadas para botar no consultório dele.
Fantástico: Vocês que deram.
Funcionário: A gente que deu. Natura Ativa que deu.
Fantástico: Qual o critério que vocês usam para essa parceria?
Funcionário: Movimentação. Tudo é movimentação. Dependendo da força de prescrição do médico, a gente vai fazer tudo para agradar, blindar o médico.
Fantástico: Hoje vocês trabalham com quantos médicos mais ou menos na sua empresa?
Funcionário: Eu tenho uma carteira hoje de 140 médicos.
Fantástico: Só você? Na sua área?
Funcionário: Só eu. Tem muito mais médicos. Mas não me interessa médico que manipula R$ 100, R$ 200. Não me interessa cair uma, duas receitas por mês. Mas eu tenho 140 médicos na minha carteira. Não são todos parceiros, porque tem médico que não gosta de parceria.

Na Bahia, um médico, que não aceita comissão faz uma pergunta que vai além da ética: e o compromisso com a saúde do paciente?

“Você iria a um médico que você sabe que está ganhando 30% da sua receita? Duvido que você vá, porque você vai desconfiar. Você vai pelo menos se questionar de que se ele está ganhando 30% da receita, ele tem uma tendência a prescrever mais e possivelmente de forma indevida para ganhar mais”, questiona Djalma Duarte.

Para ganhar mais, algumas farmácias e médicos cometem um crime previsto no Código Penal. Os médicos prescrevem uma combinação de remédios da lista daqueles conhecidos como receita azul, ou controlados: na maioria dos casos, anfepramona e femproporex, dois medicamentos muito comuns no tratamento para emagrecer. A associação desses remédios pode provocar alucinações e crises de convulsão e o uso prolongado leva a dependência química.

A delegada Paula Brisola, do núcleo de repressão a crimes contra a saúde, é clara: receitar ou vender essa combinação é crime.

“Vai ser imputada a prática da infração criminal. Tráfico de drogas”, diz Paula Brisola.

Para burlar a fiscalização da Vigilância Sanitária, a gerente de uma farmácia em Salvador diz como o médico deve prescrever esses remédios ao paciente.

Gerente: O femproporex vai no nome dele e a anfepramona no nome de outra pessoa.
Fantástico: Pode ser quem?
Gerente: Um irmão, uma mãe, pai. Outra pessoa.
Fantástico: Vai precisar de identidade dessa pessoa? Alguma coisa?
Gerente: Nada, só o nome..

No encontro com Dona Teresinha, ela dá um exemplo:

Teresinha: Maria precisa do femproporex, anfepramona e daquele composto grande. O femproporex e o composto no nome de Maria. Arranja um João para botar a anfepramona, porque no mesmo nome da pessoa não pode.
Fantástico: Isso me resolve. Eu te pergunto, se eu mandar isso, o seu pessoal sabe o que fazer?
Teresinha: Estamos preparadíssimos...
Fantástico: Não vai se enrolar? Não vai dizer para o paciente "olha, isso aqui não pode tomar junto?"
Teresinha: É eu e minha filha. Minha filha é a farmacêutica e eu comando. Então, o que acontece: nada se passa sem o meu conhecimento e o conhecimento dela. Aqui não existe empregado mandar.

A dona da farmácia ainda facilita para o médico: “O que você podia fazer e os médicos estão fazendo. Não vou nem falar alto. Você passa um medicamento para o cliente, os dois. Eu invento o RG. Você manda as receitas para mim, eu mando o motoboy. No final de mês está faltando tantas. Você me manda e eu preencho. Pode fazer assim, um acordo entre eu e você”.

Em Joinville (SC), essa prática criminosa adotada por vários médicos e farmácias acabou em prisão. Durante uma operação da Anvisa na semana passada, os fiscais encontraram um bloco de receituário de remédios controlados em branco, carimbado e assinado por um ginecologista.

“É uma infração sanitária gravíssima porque, a partir daí, qualquer pessoa que não fosse médico poderia preencher esse receituário e ali colocar qualquer tipo de substância sob controle especial”, alerta o chefe de segurança da Anvisa, Adilson Bezerra.

O ginecologista confirmou que assinatura era dele e foi indiciado por tráfico de drogas. A farmacêutica e a dona da farmácia foram presas pelo mesmo crime. A farmácia está interditada e pode ter a autorização de funcionamento cassada. A dona da farmácia ainda responde por processo administrativo sanitário e vai receber uma multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão.

Se você acha que já viu tudo, ouça a proposta indecente que Dona Terezinha faz ao repórter.
Teresinha: Quem sabe a gente não vai trabalhar tão bonitinho tão direitinho que vamos abrir uma farmácia juntos.
Fantástico: Pode ser. Eu não posso.
Teresinha: Pode sim...
Fantástico: No meu nome não.
Teresinha: Mas no sobrenome pode. Eu tenho uma no interior com um médico. Eu e um médico.
Fantástico: É mesmo? E ele receita?
Teresinha: Fatura legal, legal!

O comportamento antiético e criminoso de alguns profissionais acaba prejudicando os que trabalham dentro da lei. A farmacêutica de Curitiba, Cibele Kurkievicz, que não faz acordo com médicos, diz que perde clientes: “A gente poderia estar muito melhor se não fosse esse trabalho antiético. Não pago comissão para médico. Nunca paguei e nunca vou pagar”.

“Se algum médico disser que acredita que esses 30%, 45% que ele está recebendo está vindo da farmácia, ele é extremamente ingênuo, porque não é da farmácia que está vindo. É do bolso do paciente”, lembra o médico Djalma.

O Conselho Federal de Farmácia diz que farmacêuticos que oferecem comissões podem ser punidos.

“Nosso código de ética previne que acumpliciar-se com outras profissões poderá dar em até um ano de suspensão dos direitos profissionais ou até a cassação de direitos”, explica Jaldo Santos, do Consenho Federal de Farmácia.

“Entendemos que para o conselho que é uma falta gravíssima o médico participar de uma fraude dessas”, afirma Desiré Callegari.

“Isso é caso de polícia. Os pacientes estão sendo roubados. Roubados e o médico está ajudando a roubá-los. Isso é prostituição da medicina”, lembra Djalma.

Gerente: Tem muito médico que recebe de comissão. R$ 20 mil.
Funcionário: Tem médico que incorpora isso aqui ao salário dele. Se ele não receber isso aqui dentro daquele mês, ele não consegue pagar as contas dele.
Teresinha: Graças a Deus, nunca fui pega.
Veja A REPORTAGEM no link
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1573240-15605,00-FANTASTICO+DENUNCIA+ESQUEMA+ENTRE+MEDICOS+E+FARMACIAS.html

Fonte Portal G1.

quarta-feira, 17 de março de 2010

H1N1

Vacinação de farmacêuticos contra a gripe A (H1N1)
14/03/10
A Federação Nacional dos Farmacêuticos encaminhou na última quinta-feira, 11 de março, ofício à Secretaria da Vigilância em Saúde solicitando a inclusão do farmacêutico na lista dos profissionais de saúde aptos a receberem a vacina.
Com o início do calendário de vacinação contra a gripe A (H1N1), muitos farmacêuticos foram surpreendidos com fato de não estarem inseridos na lista de profissionais de saúde aptos a receberem a vacina.

O farmacêutico desempenha importante papel no processo de atendimento ao paciente nas farmácias e drogarias. Isso porque, a população brasileira tem por hábito procurar o atendimento primeiramente nas farmácias, assim que se manifestam os primeiros sintomas de uma gripe ou mesmo resfriado, o que leva a automedicação e retardo no tratamento de possíveis moléstias mais graves.

Dentre os serviços prestados pelo farmacêutico está a Atenção Farmacêutica, pois somente durante o atendimento, é possível observar o real estado do paciente e detectar possíveis sintomas da doença. Dentre outros conceitos a Atenção Farmacêutica transforma a farmácia em um estabelecimento de saúde, e faz do farmacêutico um profissional vulnerável e exposto ao contágio.

Daí a solicitação formal feita pela Fenafar para que os farmacêuticos e demais trabalhadores em farmácias e drogarias sejam inseridos na lista de profissionais de saúde que serão vacinados nos próximos dias. Para que possam somar-se aos milhares de profissionais de saúde imunizados e capacitados para o enfrentamento e atendimento dos possíveis casos de gripe A (H1N1), que possamos vir a enfrentar este ano no Brasil.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ato médico

Nesta quarta-feira, 24 de fevereiro, farmacêuticos de todo o país se reuniram com a senadora Ideli Salvati para debater o projeto do Ato Médico que se encontra em tramitação no Senado. Eles foram pedir aos parlamentares que votem em favor do Substitutivo da Senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) que foi modificado na Câmara dos Deputados.
As entidades presentes (a Fenafar – representada por seu Diretor de Comunicação, Ronald Ferreira –, o Conselho Federal de Farmácia e Conselhos de Farmácia Estaduais, e sindicatos) apresentaram sua preocupação com a aprovação do projeto que impede uma série de profissionais da área da saúde de exercer suas atividades. Um exemplo é a atuação na citopatologia, que de acordo com o projeto ficaria restrita aos médicos.
Os farmacêuticos esclareceram aos senadores que não são contrários à regulamentação do exercício da medicina, mas que esta não pode ocorrer afetando o exercício de outras profissões. No caso da citopatologia, a inclusão do termo “diagnóstico citopatológico” é um dos fatores da polêmica, uma vez que o diagnóstico de doenças é prerrogativa do médico, e posto dessa forma impediria o farmacêutico de atuar, como já vem atuando de há muitos anos na área de análises clínicas.
A senadora posicionou-se favoravelmente a demanda das entidades no sentido de apoiar a versão da regulamentação aprovada pelo senado, que preserva a atividade dos farmacêuticos na citopatologia.
A iniciativa da mobilização partiu do Conselho Federal de Farmácia, que mobilizou os conselhos estaduais para fazerem uma visita aos senadores de cada estado. Todos os 81 senadores foram procurados.
Sobre o exame citopatológico
O exame citopatológico foi identificado na Conferência Internacional de Bethesda (EUA), em 2001 (o evento foi patrocinado pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos e adotado pelas literaturas nacional e internacional como “interpretação” e não como “diagnóstico”). Portanto, é um teste de rastreamento de lesões precursoras do câncer e do próprio câncer uterino. Uma vez identificada uma alteração pré-maligna ou maligna, esses achados terão o diagnóstico feito por meio da biópsia e do exame histopatológico. Estes, sim, são procedimentos médicos.
O Ministério da Saúde reconhece e credencia os farmacêuticos na tabela do Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SIA/SUS), por meio da Portaria 1.230/99. Para ser um farmacêutico-bioquímico citopatologista, o profissional precisa realizar o curso de pós-graduação em Citologia Clínica por determinação do Conselho Federal de Farmácia e Ministério da Saúde.
Fonte Fenafar.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dia do Farmacêutico

Bom hoje é o nosso dia.
Não há muito que comemorar..
Vejamos os motivos..
O SUS ainda funciona sem a nossa presença!
As prefeituras do País inteiro não realizam concursos! Quando realizam oferecem uma vaga!
Nossa jornada de trabalho é equivalente aos tempos da revolução industrial!
A presença nas farmácias e drogarias não é 100%!
Outros profissionais atuam nas visas locais fiscalizando o que é prerrogativa dos farmacêuticos!
Quem sabe um dia chegaremos lá!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Privatização! Não!

O que não é dito é fundamental para entender a política de alguns governantes estaduais e municipais em relação aos serviços públicos de saúde. No Brasil, os serviços públicos de saúde estão unificados no SUS. O emprego de organizações não-governamentais, de fundações privadas, de empresas privadas, consórcios, cooperativas e organizações sociais (OS) para usurpar o espaço do serviço público de saúde é a privatização. Uma importante conseqüência dessa privatização é tornar precárias as relações de trabalho dentro dos serviços públicos de saúde. Aplicam-se ao serviço público de saúde os mesmos critérios que se aplicam a contratação no comércio e na indústria privados, que visam o lucro e a remuneração dos acionistas e dos capitais investidos. Ou então, usando cooperativas e outros estratagemas, simplesmente ROUBAM os direitos trabalhistas de quem atua no atendimento à saúde da população brasileira.



A aplicação desse processo de privatização nos serviços públicos de saúde segue a doutrina do estado mínimo, muito importante no pensamento econômico neoliberal. O Estado Mínimo é a minimização do serviço público, no sentido material e moral e também do trabalhador do serviço público, que é minimizado perdendo seu direito a um regime jurídico próprio das carreiras do serviço público. Este estratagema tem dado margem à corrupção, à politicagem, ao desrespeito a direitos trabalhistas, ao trabalho mal remunerado e à aposentadoria indigna e carência de benefício para os trabalhadores que são submetidos a ele.



O Estado de São Paulo, sob a batuta de José Serra (PSDB SP) tem sido onde a doutrina neoliberal do estado mínimo tem sido mais extensamente aplicada aos serviços públicos de saúde. Lá também nasceu o caso mais conhecido de fracasso da precarização e privatização da saúde pública no Brasil, o fracassado PAS de Paulo Salim Maluf e Celso Pitta.



A matéria abaixo é uma denúncia desse absurdo que oferecemos para a reflexão de nossos leitores.





Privatização do SUS em São Paulo.
Fonte
http://telegramasindical.blogspot.com/2010/01/sus-denuncia-contra-privatizacao-e.html