quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Notícias

Anvisa suspende propaganda de medicamento que maquiava bula e informações médicas (O Documento - Várzea Grande)

O Laboratório Bagó foi condenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a suspender toda a propaganda criada para o medicamento Abelcet. Essa decisão foi tomada pela Anvisa que classificou essa comunicação de propaganda enganosa. O medicamento é vendido sob prescrição médica e destina-se ao tratamento de doenças fúngicas. A suspensão da propaganda cita diretamente um impresso denominado "A evolução no tratamento Antifúngico", assim como a Bula, visto que ambas as peças de comunicação induzem a falsa interpretação, assim como equívocos ou confusão em relação às finalidades e às formas de uso do medicamento.

Segundo informa a Anvisa, "a propaganda utiliza-se de informações não fiéis às fontes referências, usando de adulteração na transcrição de dados de pesquisas para induzir superioridade do medicamento. As peças também omitem informações relevantes, como a dose recomendada, o que pode desencadear condutas terapêuticas errôneas pelos profissionais médicos".

A determinação de suspender as ações de propaganda do Abelcet é de abrangência nacional. No caso de infração à decisão da Anvisa o Laboratório Bagó estará sujeito desde a interdição do produto, do estabelecimento e a multas que chegam a R$ 1,5 milhão.

O IDUM - Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos já se manifestou a respeito, condenando a atitude do Laboratório Bagó em relação à forma de forçar a venda do medicamento Abelcet. O presidente do IDUM, Dr. Antonio Barbosa da Silva, alertou que esse medicamento é indicado para pacientes com câncer, AIDS, doenças auto-imunes e imunodeprimidos. Se não forem tratados com os devidos cuidados e prescrições corretas podem ter complicações e até morrerem.

Medicamento seguro (Amazônia Jornal - PA )

Os medicamentos vendidos no Brasil vão ganhar um sistema de segurança contra falsificações. A tecnologia vai permitir rastrear por onde os remédios passaram até chegar ao consumidor. O sistema será similar ao usado em alguns supermercados, em que frutas e verduras têm um número, uma espécie de RG, com o qual o consumidor pode checar na internet onde foram produzidos.
Na indústria química, a preocupação é evitar falsificações e contrabando. Um lacre com uma etiqueta antifraude, que tem selo holográfico e código de barras, é a aposta para reverter perdas de US$ 20 milhões ao ano.
Com um leitor ótico, é possível saber se o produto é autêntico e quando e onde foi fabricado.
Esse cliente tem a segurança de saber que aquele produto foi produzido pelo fabricante original, para que ele não seja alvo de comprar um produto falsificado, um produto roubado, diz Eduardo Leluc, diretor de uma indústria química.
A indústria farmacêutica também confia nesse sistema para acabar com o comércio ilegal. No primeiro semestre deste ano, foram apreendidas 316 toneladas de medicamentos falsificados, sete vezes o que se recolheu no mesmo período de 2008 (45,5 toneladas).
A partir de janeiro, todos os medicamentos fabricados no país também poderão ser rastreados pelo consumidor para evitar a falsificação. As mais de 2 bilhões de embalagens produzidas por ano terão que sair da indústria com uma identificação, um código único, que vai permitir localizar o medicamento e revelar o caminho percorrido por ele.
Na primeira fase, as fábricas, distribuidores e farmácias terão que instalar o sistema de rastreamento. Cada vez que o remédio trocar de mãos, a mudança fica registrada em um banco de dados administrado pelo governo. Se o consumidor desconfiar que comprou um remédio falsificado, poderá tirar a dúvida rapidamente.
A mudança vai exigir investimento das empresas e o governo avisou que não vai permitir repasses ao consumidor.
Um fabricante apoia a medida, mas teme não se adaptar a tempo porque a Vigilância Sanitária não definiu a tecnologia que será usada.
Nossos fornecedores não têm capacidade instalada pra fazer o atendimento de todas as indústrias em um tempo curto que a Anvisa está determinando, diz Márcio Valentim, engenheiro de produção.
Em 2012, o sistema vai identificar também o médico que receitou o remédio e o paciente que o comprou. A Anvisa diz que haverá um sistema seguro para garantir o sigilo de médicos e pacientes e que trabalha dentro do prazo para regulamentar a lei.
EMS FICA ENTRE AS 10 MELHORES EM PRÁTICAS DE GESTÃO DE PESSOAS

O laboratório líder no mercado farmacêutico nacional foi destaque entre as 150 empresas vencedoras do prêmio da Gestão & RH

A EMS, maior multinacional farmacêutica brasileira, foi considerada uma das 10 Mais do prêmio "As 150 Melhores Empresas em Práticas de Gestão de Pessoas", de acordo com pesquisa realizada pela Gestão & RH. Em sua primeira edição, o estudo identificou as boas práticas em gestão de pessoas e avaliou seis categorias: Liderança e Desenvolvimento; Diversidade; Acesso aos Jovens; Desenvolvimento de Carreira; Qualidade de Vida e Comunicação Externa e Interna. O evento de premiação aconteceu nesta segunda-feira, dia 26, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

"Estar entre as 10 melhores empresas só reforça o compromisso da EMS com a busca contínua da aprendizagem e de um melhor ambiente de trabalho, de modo que todos os colaboradores tenham a oportunidade de se desenvolver pessoal e profissionalmente dentro de um ambiente dinâmico e ativo", diz Marta Misina, diretora de RH Corporativo da EMS.

Um sistema de gestão claro e transparente de Recursos Humanos, que integra e gerencia todos os subsistemas - Recrutamento e Seleção; Treinamento e Desenvolvimento; Remuneração; Relações Sindicais; Benefícios; Medicina Ocupacional e Comunicação Interna -, foi decisivo para a conquista do destaque. Programas de treinamento a gestores por meio de estudos de técnicas gerenciais e a creche Emiliano Sanchez, uma parceria entre o laboratório farmacêutico e a Prefeitura Municipal de Hortolândia, são outras iniciativas que determinaram o recebimento do prêmio.

A pesquisa da Gestão & RH, concebida e coordenada por Alexandre Garrett, editor e Publisher, foi feita por meio de questionário eletrônico respondido por profissionais de RH das "1.000 Maiores e Melhores Empresas Brasileiras" (critério Revista Exame) e das "150 Melhores Empresas para se Trabalhar" (critério FIA-USP e Época - Great Place to Work). Ela também se baseia em pesquisas anteriores desenvolvidas pela Editora, como "As 100 Melhores Empresas em Cidadania Corporativa ", "100 Melhores Empresas em Indicador de Desenvolvimento Organizacional - IDHO" e "As 50 Melhores Empresas Psicologicamente Saudáveis".

Sobre a EMS

A EMS é a brasileira líder no segmento farmacêutico em unidades comercializadas e em faturamento. Com capital 100% nacional e 45 anos de trabalho sério, a empresa atua nos segmentos de prescrição médica, genéricos, OTC e Hospitalar. Possui duas plantas produtivas, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e em Hortolândia, na região metropolitana de Campinas (SP), onde funciona um moderno complexo industrial, incluindo o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento. Os medicamentos desenvolvidos e produzidos pela companhia são comercializados no Brasil e exportados para aproximadamente 20 países.

Farmácias derrubam resolução da Anvisa



Fonte: Congresso em Foco
Associação que representa grandes redes consegue liminar na Justiça contra proibição de venda de produtos de conveniência em suas lojas e exigência de levar todos os medicamentos para trás do balcão
queda de braço entre as redes de farmácias e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi parar na 5ª Vara Criminal da Justiça no Distrito Federal. O juiz Paulo Ricardo de Souza Cruz suspendeu ontem (29) a resolução da Anvisa que impedia a venda de produtos de conveniência, como sorvetes, créditos de telefone celular e doces, em farmácias. O juiz também derrubou a exigência de que todos os medicamentos, inclusive aqueles que não precisam de prescrição médica, fiquem expostos somente atrás do balcão.

Essas duas mudanças passariam a valer em fevereiro. Por meio de sua assessoria, a Anvisa informou que ainda não foi notificada pela Justiça Federal, mas antecipou que vai recorrer da decisão.

A ação foi ajuizada pela Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A associação argumenta que a Anvisa extrapolou os limites de competência com a resolução. “Foi uma medida ilegal. Uma alteração desse porte só poderia ocorrer através de projeto de Lei no Congresso. A Anvisa não pode passar por cima do Legislativo”, disse ao Congresso em Foco o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto. A entidade engloba 28 redes, responsáveis por 40% da venda de produtos farmacêuticos no país.

Atrás do balcão

A Resolução 44/09 determina que os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance das mãos do usuário em farmácias e drogarias. Mesmo os produtos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos, deverão ficar atrás do balcão para que o usuário faça a solicitação ao farmacêutico e receba o produto com a orientação necessária. As únicas exceções são os medicamentos fitoterápicos, por via dermatológica e sujeitos a notificação simplificada como água boricada, glicerina e hidróxido de magnésio.

Segundo o presidente da Abrafarma, além de comprometer a possibilidade de descontos nos medicamentos, a resolução da Anvisa impõe dificuldades financeiras para as drogarias. “As farmácias contam com a venda desses alimentos alternativos para cumprir a meta de receita. Isso possibilita a concessão de descontos. A resolução compromete isso. Além disso, elas teriam que gastar com a adequação para passar os medicamentos que exigem receita para trás do balcão”, diz ele.
Estabelecimento diferenciado

A Anvisa diz estar preocupada com a venda dos alimentos de conveniência, como água, sorvete e até carne, conforme os relatórios apresentados pela entidade. O diretor-presidente, Dirceu Raposo de Mello, justifica a resolução. “A farmácia é um estabelecimento diferenciado. Não se pode banalizar esse ambiente com produtos que não têm relação com o seu objetivo e que fazem com que o paciente caia em uma armadilha para consumir produtos que envolvem riscos”, explicou Raposo.

A decisão da Justiça Federal não contempla apenas a Abrafarma, autora da ação, mas todas as farmácias e drogarias do país.

Confira os principais pontos da resolução derrubada:
Lista de produtos permitidos:

Somente produtos relacionados à saúde poderão ser comercializados
em farmácias e drogarias, tais como:
- medicamentos;
- plantas medicinais;
- cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal;
- produtos médicos e para diagnostico in vitro;
- mamadeiras, chupetas e protetores de mamilos;
- lixas de unha, alicates, cortadores de unha, palitos de unha,
fastadores de cutícula, pentes, escovas, toucas para banho, lâminas
ara barbear e barbeadores;
- brincos estéreis, desde que o estabelecimento preste o serviço de perfuração de lóbulo auricular;
- essências florais;
- alimentos para dietas, praticantes de atividades físicas, lactantes,
idosos e gestantes;
- vitaminas;
- substâncias bioativas com alegações de propriedades funcionais e/ou saúde;
- chás;
- mel, própolis e geléia real.
Produtos que não poderão ser comercializados em farmácias e drogarias:
sorvetes, balas, pilhas, cartões telefônicos, chinelos e todos aqueles não relacionados na lista acima.
Serviços permitidos
- Atenção farmacêutica:
- Parâmetros fisiológicos: pressão arterial e temperatura corporal;
- Parâmetro bioquímico: glicemia capilar;
- Administração de medicamentos;
- Atenção farmacêutica domiciliar.
- Perfuração de lóbulo auricular (colocação de brinco):
- Deverá ser feita com aparelho específico para esse fim e que utilize
brinco como material perfurante.
- É vedada a utilização de agulhas de aplicação de injeção, agulhas de suturas e outros objetos para a realização da perfuração.





Farmacêutica japonesa Astellas estreia no Brasil pescando diretores na concorrência


Astellas, segunda maior farmacêutica do Japão e uma das 25 maiores no mundo, que acaba de iniciar suas atividades na América Latina por meio de uma subsidiária no Brasil, anuncia a contratação de três executivos.

Alexandre Gibim vai ser o diretor de Vendas e Marketing, José Machado Moura Júnior vai ser o diretor da Divisão Médica e José Pedro Meirelles vai dirigir o Financeiro. Sob o comando de Devaney Baccarin, presidente da Astellas Farma Brasil e vice-presidente do grupo, está prevista a contratação de outros 60 profissionais brasileiros até o final do ano.

Aos 36 anos, Gibim acaba de retornar ao Brasil após quase dois anos trabalhando em Indianápolis, nos Estados Unidos, onde ocupava o cargo de diretor de Vendas da Região Intercontinental da Eli Lilly, empresa em que trabalhou por 15 anos. Formado em Administração pela PUC de Campinas, é pós-graduado em Marketing pela ESPM e em Marketing e Vendas pela Kellogg School of Management, nos Estados Unidos.

Também com experiência na indústria farmacêutica, Machado - como é conhecido -, 54 anos, é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina. Com especialização em Medicina Interna , Endocrinologia e Informática Médica, tem passagens pela Eli Lilly, Parke-Davis do Brasil e Novo Nordisk Farmacêutica. Desde 2007, ocupava o cargo de diretor médico da Wyeth Farmacêutica do Brasil.

Com 25 anos de experiência na área financeira, sendo os últimos dez na indústria farmacêutica, Meirelles, 45 anos, possui passagens pela Lundbeck e Allergan. Trabalhou, anteriormente, com fornecedores da indústria automobilística, no varejo de eletroeletrônicos e consultoria financeira. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, conta com EMBA pela Business School São Paulo e, atualmente, cursa mestrado no IBMEC-RJ.


SERVIÇO
ASTELLAS FARMA BRASIL (AFB)
Escritório: Av. Nações Unidas, 14.171 - Brooklin - São Paulo - SP
Edifício Rochaverá - Torre B - 3º andar - sala 302
Fone para Informações: (11) 3027-4500


Fontes: Canal Executivo e Rumo Comunicação Empresarial



Brasília , 3 de novembro de 2009 - 10h45
Sistema vai traçar perfil da situação sanitária do Brasil

Quantas farmácias existem no seu município? Quando os alvarás sanitários dos restaurantes e supermercados da sua cidade irão expirar? Essas e outras informações estão disponíveis para órgãos de saúde de todo país no Sistema Nacional de Informação em Vigilância Sanitária (Sinavisa).
O sistema, coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é uma ferramenta de gestão presente em mais de 1,4 mil municípios e 25 estados de todos o Brasil. “O Sinavisa permite que as autoridades sanitárias locais cadastrem estabelecimentos, programem inspeções, acompanhem a qualidade dos produtos que circulam no município e organizem planos de ação”, explica Luiz Armando Erthal, diretor adjunto da Anvisa.
Outro instrumento do sistema é o alerta sanitário. “Quando for identificado algum desvio de qualidade em um alimento, por exemplo, os órgãos de vigilância sanitária que utilizam o Sinavisa receberão um alerta imediato e poderão agir de forma mais rápida no recolhimento do produto no mercado”, diz Erthal.
Qualquer município que desejar ter acesso a essa ferramenta pode solicitar, de forma gratuita, treinamento e acesso ao sistema para a Anvisa. “Já estamos sendo procurados e vamos realizar treinamentos onde for preciso, pois a idéia é que os municípios e estados do Brasil utilizem o Sinavisa”, complementa o diretor adjunto da Anvisa.
Reformulação
Atualmente, o Sinavisa passa por um processo de reformulação e melhoria, para que seja de fácil uso por parte dos gestores de vigilância sanitária nos estados e municípios. “Estamos trabalhando para a simplificação do sistema a fim de torná-lo mais usual e não existir mais erros no funcionamento do software”, afirma o gestor do Sinavisa em Alagoas, Fernando da Gama.
Em uma segunda etapa, a população poderá ter acesso a alguns dados do sistema. “Da mesma forma que o alvará sanitário deve ser exposto ao público, o cidadão poderá consultar qual a situação dos estabelecimentos que ele freqüenta, pela internet”, explica a gestora do Sinavisa no Rio Grande do Norte, Sandra Rodrigues da Silva.
Exemplos de sucesso
No Espírito Santo, o Sinavisa já funciona em todos os municípios. Para a gestora do programa no estado, Alice Batista, a alta adesão se deve ao trabalho de sensibilização e realização de convênios junto aos municípios. “No nosso estado não havia nenhum sistema e com o Sinavisa foi possível cadastrar todos os estabelecimentos do estado e saber a situação sanitária de cada um deles”, assegura a Alice.
Outro exemplo de adesão total ao sistema foi no Mato Grosso do Sul. Lá, a gestora do Sinavisa, Gisele Cardozo, percorreu todo o estado para realizar o cadastro dos estabelecimentos sujeitos a vigilância sanitária e realizou oficina com os 78 municípios para divulgar o sistema. “Hoje temos um sistema com informações confiáveis e fidedignas em 100% do estado, fato que não existia”, comenta Gisele.
Em Tocantins, 37 cidades já utilizam o sistema e até o final de 2010 estará presente em 70% do estado. “Apesar das distâncias dos municípios, vamos fazer um pólo em cidades de melhor estrutura e convidar os municípios vizinhos para implementar o programa”, afirma Marcelo Gonçalves, gestora do Sinavisa no estado.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa


Brasília, 30 de outubro de 2009 - 18h
Indústrias de produtos para limpeza são fechadas em Rondônia
Uma operação realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Vigilância Sanitária Estadual de Rondônia nesta sexta-feira (30) apreendeu mais de 50 toneladas de saneantes (produtos para limpeza) sem registro / notificação em uma indústria de grande porte em Villhena, no interior do Estado. Outras cinco indústrias, que funcionavam clandestinamente em residências, também foram fechadas.

Medicamentos
A operação se estendeu às farmácias e à única distribuidora de medicamentos do município. Das 22 farmácias inspecionadas, 12 possuíam irregularidades como ausência de farmacêutico responsável e inexistência de Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), de licença sanitária e da devida escrituração para medicamentos controlados.
Foram interditadas ainda quatro ervanárias (estabelecimentos que realizam a dispensação de plantas medicinais), por não possuírem licença sanitária e por comercializar produtos sem registros.
A distribuidora de medicamentos foi autuada por não executar boas práticas de distribuição e armazenagem, por fracionar medicamentos indevidamente e vender medicamentos controlados sem exigência de receita. Os medicamentos foram apreendidos e foi imposto à empresa um prazo para adequação às normas.
Clínica
Os agentes autuaram ainda uma clínica médica que mantinha guardados em um depósito, medicamentos controlados sem autorização (certificado de regularidade). Os produtos foram apreendidos.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa


Remédio para lúpus pode ser primeiro fruto do projeto Genoma Humano (G1)

O projeto Genoma Humano, que busca conhecer os detalhes de nossa composição genética, ficou pronto em 2003, depois de 13 anos de esforço cooperativo científico internacional. Com o anúncio dessa descoberta, veio a expectativa de que daí sairiam novos medicamentos e, quem sabe, a cura de várias doenças.
Mas o final do sequenciamento dos nossos genes foi o início de uma nova fase de estudos, onde o papel das sequência de genes e suas interações podem ser conhecidas.
Com o passar dos anos, o público pode perceber o que os cientistas já sabem há muito tempo: de uma descoberta de ciência básica até que surja uma aplicação prática podem se passar anos.
Agora, em 2009, com publicação dos resultados promissores da pesquisa em humanos de um novo medicamento para o lúpus, podemos estar chegando perto daquele que será o primeiro produto nascido do projeto Genoma Humano.
O lúpus eritematoso é uma doença autoimune, ou seja, nosso organismo deixa de reconhecer algumas estruturas como parte de nosso corpo e passa a atacá-las.
Atualmente o tratamento disponível usa anti-inflamatórios e medicamentos que buscam diminuir a resposta imunológica de uma forma genérica. Esse novo medicamento, ainda não aprovado, se propõe a agir diretamente nos agentes químicos que iniciam essa resposta.
Estima-se que mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo tenham lúpus. A doença pode se manifestar de várias formas, desde alterações na pele até problemas nas articulações e lesões em órgãos internos.
O composto químico que pode ser o primeiro desenvolvido a partir de estudos do genoma se chama belimumab e pertence à classe dos anticorpos monoclonais, usados atualmente no tratamento de câncer.
Os estudos em humanos já passaram da fase final de avaliação e os resultados deverão ser submetidos às autoridades regulatórias no final de 2009. Os fabricante esperam que esteja no mercado em 2010.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1364280-5603,00.html



Após comprar a Jontex, agora a Hypermarcas negocia a marca Sundown


A Hypermarcas, que recentemente comprou a Jontex, marca de preservativos da multinacional Johnson&Johnson, negocia agora - com a mesma companhia - a aquisição da divisão de protetores solares Sundown.

Assim como acontecia com a Jontex, a marca Sundown é uma operação que a Johnson só mantém no Brasil. Executivos do setor dizem que a companhia americana teria interesse em se desfazer do negócio justamente por essa característica.

Na avaliação de um consultor, a Sundown, uma das líderes do setor com uma marca forte e consolidada, se encaixaria perfeitamente no portfolio da Hypermarcas, que busca ser uma Unilever nacional. Tanto a Johnson&Johnson como a Hypermarcas não comentam o assunto.


Fonte: Revista Exame


MEDLEY RECEBE HOMENAGEM EM EVENTO DA FBG

A Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) reuniu os principais nomes da área para comemorar os 60 anos da instituição, no fim de outubro. Durante a cerimônia, realizada no Blue Tree Hotel, na capital paulista, a Medley S/A Indústria Farmacêutica foi homenageada como uma das principais empresas parceiras da gastroenterologia.

Há 10 anos, a Medley iniciou a sua contribuição nesta especialidade médica com o lançamento pioneiro e exclusivo, naquela época, do medicamento Pyloripac e do programa de educação médico-continuada para o tratamento de eliminação da bactéria H. pylori. Atualmente, a empresa lança outro produto exclusivo e inovador, o Pyloripac Retrat para o retratamento do Microorganismo. “A Medley sempre teve a preocupação de oferecer À classe médica e À população brasileira, como é o caso do inovador Pyloripac Retrat, que seguirá os caminhos do Pyloripac”, declara Periciton Baptista, gerente de grupo de produtos, executivo que recebeu a premiação em nome da Medley.
O presidente da FBG, Jaime Natan Eisig, recepcionou o Diretor-Geral da Medley, Jaime Yamamoto, e o Diretor de Farma, Marcos Nour, também presentes ao evento.


Fonte: Boletim SnifBrasil



CARDIOLOGISTAS BRASILEIROS ELEGEM BIOLAB FARMACÊUTICA A MELHOR EM SERVIÇOS CIENTÍFICOS E VISITAÇÃO MÉDICA

A Biolab Farmacêutica se destacou no Prêmio Empresarial SBC, a mais importante premiação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Concorrendo com grandes empresas atuantes na especialidade, incluindo multinacionais, a empresa venceu nas categorias Prestação de Serviços Científicos e Atendimento durante o 64° Congresso Brasileiro de Cardiologia e em Visitação Médica. A cerimônia de premiação foi realizada em 20 de outubro, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

Os prêmios têm grande importância no segmento de cardiologia – e em especial para a Biolab, líder de mercado em prescrição de medicamentos cardiovasculares. Segundo o vice-presidente comercial da empresa, S.C. Capelli, a escolha da Biolab pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como referência em prestação de serviços científicos é o reconhecimento da instituição, dos seus dirigentes e dos médicos em geral no foco da empresa em inovação e tecnologia, bases do trabalho de pesquisa e desenvolvimento empreendidos.

Por sua vez, a conquista do prêmio de Visitação Médica, com votação dos próprios cardiologistas que participaram do Congresso Brasileiro de Cardiologia, ressalta, segundo Capelli, a postura, o conhecimento técnico, o perfil profissional e o relacionamento positivo da equipe de cerca de 800 profissionais da Biolab no contato periódico com os profissionais médicos de todo o País.

“Ser reconhecidos pela atividade médica nos enche de orgulho como uma empresa nacional que investe com qualidade técnica e diferenciação profissional, sendo parceira da cardiologia, atividade extremamente importante para a Biolab”, ressalta Capelli. Ele destaca que a premiação confirma que “a Biolab é composta de profissionais diferenciados, que realizam um trabalho digno desse reconhecimento”.

Essa é a segunda edição do Prêmio Empresarial SBC. Os troféus conquistados pela Biolab ganham ainda mais relevância porque a empresa, 100% nacional, concorreu com mais de 50 organizações privadas de todos os portes, inclusive líderes globais.


Fonte: Boletim SnifBrasil



ABCFARMA COMPLETA 50 ANOS

A Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), entidade sem fins lucrativos, que defende os direitos das farmácias e drogarias com o objetivo de melhorar o acesso a medicamentos e a saúde da população, completou em 30 de outubro seu jubileu de ouro.

A primeira e uma das mais atuantes entidades representativas do Brasil no setor de farmácias e drogarias, a ABCFarma, teve uma participação determinante em todas as leis que envolvem o setor durante estes 50 anos.

Para celebrar a conquista, foi realizada uma reunião de diretoria na sede da entidade (Rua Santa Isabel, 160, 5º andar, na tarde do dia 30 de outubro, com representantes de vários estados do Brasil e da Associação de Empresários de Farmácia do Conesul (Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil), que discutiu importantes temas como a RDC 44 e as instruções normativas 9 e 10 da Anvisa, além de outros assuntos que envolvem o comércio farmacêutico nacional na atualidade. Na mesma noite, o Presidente da entidade, Pedro Zidoi, recebeu o título de acadêmico da Academia Nacional de Farmácia.


Fonte: Boletim SnifBrasil

Remédios ganham sistema contra falsificação

(Jornal Nacional )

A tecnologia já é usada em outros produtos vai permitir rastrear por onde os remédios passaram até chegar ao consumidor.
Medicamentos vendidos no Brasil vão ganhar um sistema de segurança contra falsificações. A tecnologia já é usada em outros produtos vai permitir rastrear por onde os remédios passaram até chegar ao consumidor.
Só a aparência não basta. Antes de comprar repolho, banana, pimentão, agora, o povo da cidade quer saber mais da roça. Num supermercado de São Paulo, frutas e verduras têm um número. Com essa espécie de RG, o consumidor pode checar na internet onde eles foram produzidos.

"A gente tem condições de entender em que ponto da cadeia pode ter havido determinada ocorrência e atuar sobre esse ponto fazendo com que o consumidor possa consumir um produto sem dano à sua saúde" diz a diretora de alimentos Mariângela Ribeiro. Numa indústria química, a preocupação é evitar falsificações e contrabando. Um lacre é a aposta para reverter perdas de 20 milhões de dólares por ano. A nova etiqueta antifraude tem selo holográfico e código de barras bidimensional. Com um leitor ótico, é possível saber quando e onde foi fabricado. "Esse cliente teria então a segurança de saber que aquele produto foi produzido pelo fabricante original, para que ele não seja alvo de comprar um produto falsificado, um produto roubado," afirma o diretor de industria química, Eduardo Leduc. A indústria farmacêutica também confia nesse sistema para acabar com o comércio ilegal.

No primeiro semestre deste ano, foram apreendidas 316 toneladas de medicamentos falsos, sete vezes o que se recolheu no mesmo período de 2008. Várias tentativas de combater o comércio ilegal de remédios fracassaram. Entre elas, a "raspadinha". Desde 1998, todo medicamento tem uma área que, raspada, revela a marca do fabricante. E até isso foi copiado pelos falsificadores. Agora, uma lei determina que a partir de janeiro de 2010, todas as embalagens saiam da fábrica com um código único. Ele vai revelar a localização do remédio e o caminho percorrido por ele. Na primeira fase, fábricas, distribuidores e farmácias terão de instalar o sistema de rastreamento. Cada vez que o remédio trocar de mãos, a mudança fica registrada num banco de dados administrado pelo governo.

Se o consumidor desconfiar que comprou um remédio falsificado, poderá tirar a dúvida rapidamente. A mudança vai exigir investimento das empresas. E o governo já avisou que não vai permitir repasses ao consumidor. Em 2012, o sistema de rastreamento vai identificar também o médico que receitou e o paciente que comprou o remédio. "É uma informação muito valiosa que precisa ser respeitado o sigilo e a privacidade do comprador de medicamentos, do paciente e do médico," afirma André Montoro Filho, do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial.

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1364001-10406,00-REMEDIOS+GANHAM+SISTEMA+CONTRA+FALSIFICACAO.html


Publicado no Jornal do Comércio edição de domingo dia 01.11.09 caderno Economia
COMÉRCIO
Um mercado de R$ 30 bilhões
Publicado em 01.11.2009
Enfraquecimento da Farmácia dos Pobres abriu o setor para novas redes no Estado e a disputa entre os concorrentes nunca esteve tão acirrada

Carla Seixas
cseixas@jc.com.br
Responsáveis por uma movimentação anual que só este ano deve ficar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões em todo o País, o setor de farmácias soma hoje cerca de 72 mil pontos de vendas e vem se revelando um dos segmentos mais disputados no Estado de Pernambuco. A estimativa é que a fatia pernambucana de todo o mercado seja equivalente a 3% das vendas totais – cerca de R$ 900 milhões – seguindo a composição de pontos de vendas, hoje em cerca de 2,8 mil. E foi na esteira do enfraquecimento de uma das maiores redes locais, a Farmácia dos Pobres – em processo de recuperação judicial desde o ano passado – que o Estado chamou ainda mais a atenção dos empresários do segmento, posicionando-se como um dos principais destinos de expansão das grandes redes.

Completando um ano da primeira loja do grupo no Estado agora em novembro, a gerente e coordenadora farmacêutica da rede Big Ben no Estado, Renata Loureiro Milfont, comemora os números em Pernambuco da rede originariamente paraense. “Os sócios viram a oportunidade deixada pela Farmácia dos Pobres e estão muito satisfeitos com o Estado. Temos até uma equipe de corretores para prospectar terrenos em busca de novos pontos”, comenta Renata. Presente em quatro Estados , hoje a Big Ben soma 120 lojas no Brasil, dos quais quatro pontos estão em Pernambuco. Outros quatro serão abertos até janeiro próximo.

O investimento médio em cada nova unidade local chega a R$ 400 mil, com farmácias que ocupam cerca de 500 metros quadrados e uma média de 23 postos de trabalho em cada uma delas. No Recife, os dois bairros onde a Big Ben atua são Encruzilhada e Boa Viagem. O município de Olinda tem uma, mas vai receber outra em breve, além de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. “A gente só não abriu mais lojas porque não encontra terreno”, diz a coordenadora.
Líder do mercado e com expectativa de faturar R$ 2 bilhões este ano, a Pague Menos fechou 2009 com 40 novas unidades no Brasil e alcançou a marca de 340 pontos comerciais, presente em todo o País. “Estamos crescendo em vendas 22% este ano contra 2008. Por isso, nós estamos investindo muito. Foram R$ 40 milhões este ano e em 2010 serão outros R$ 40 milhões, além de R$ 20 milhões em um centro de distribuição no Sudeste”, relata o presidente do grupo Pague Menos, Deusmar Queirós. Ele revela que Pernambuco está entre os Estados de destaque da empresa. “É um mercado consumidor importante. Tem duas coisas que a pessoa não pode deixar de comprar: remédio e comida. Ninguém adia essas compras”, destacou ele, demonstrando o que é, sem dúvida, um dos impulsionadores desse complexo mercado.

Para visualizar o que o Estado representa para a rede, enquanto São Paulo, com cerca de 30 unidades e uma economia bem superior a pernambucana tem 8% do mercado do grupo, Pernambuco soma 32 lojas e representa 10% do faturamento total. “Acho que o nordestino é fiel ao que é do Nordeste”, brinca o empresário. Fiel ou não, a meta da empresa em 2010 é partir para municípios com mais de cem mil habitantes dentro de Pernambuco já de olho também no potencial do interior.
Rivalizando de perto no Estado com a Pague Menos, a Farmácia Guararapes tem hoje 40 unidades e ganhou fôlego novo quando, há cerca de cinco anos, mudou de investidores e mais que dobrou o número de pontos comerciais. “Fizemos alteração na marca, climatizamos as lojas e o consumidor entendeu. Esperamos fechar 2009 com vendas 28% acima das de 2008” , diz Flávio José, gerente comercial da empresa. O ganho de capilaridade foi basicamente dentro da Região Metropolitana do Recife, mas há interesse também em praças como João Pessoa e Maceió. Mas o plano de expansão para 2010 ainda está sendo fechado.

Setor vai se concentrar nas redes

Publicado em 01.11.2009
Mesmo sem estatísticas mostrando a troca de grupos pequenos e médios por grandes redes, integrantes do setor são unânimes ao dizerem que, em breve, o mercado será ocupado apenas pelas redes, sem a presença de farmácias e drogarias independentes. Uma estatística do Conselho Regional de Farmácia aponta que de 2005 para 2009, o segmento oscilou entre avanço e recuo no número de unidades.
O ano de 2008 encerrou com acréscimo de 5,4%, chegando em dezembro com um total de 2.898 unidades, dentro de uma estatística que chega até a pontuar o número de farmácias irregulares (391) e ilegais (483), classificadas assim por não cumprirem algumas determinações do setor.

Os mais antigos no segmento dizem que o desenvolvimento da área é desleal e ocorre lastreado, principalmente, pela falta de fiscalização. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco (Sincofarma), José Cláudio Soares, concorda que os últimos anos têm sido os mais disputados em Pernambuco e trata o tema como um possível prenúncio para o fim das empresas que não estão inseridas no sistema de redes. “A maioria das farmácias no Estado tem ganho espaço na oferta de descontos. Ora, se a margem da farmácia é de algo de 24%, e você ainda dá 15% desconto para o consumidor, como é a sobrevivência de quem precisa custear segurança, por exemplo”, comenta ele. Soares é proprietário da Farmácia Sandra, na Estrada do Arraial, há 33 anos no mercado e que, apesar da disputa, mantém um faturamento considerado acima da média de muitas unidades.

O diretor comercial da Farmácia Guararapes, Flávio José, concorda que a tendência do mercado é ficar concentrado em grandes redes. “O pequeno mesmo não chega a interessar, mas grupos de médio porte vão ser incorporados. E isso é uma tendência nacional. Dentro de pouco tempo, o domínio será das redes”, comenta. O próprio grupo já usou essa estratégia para ganhar espaço adquirindo, em 2007, a rede de Farmácias Independente. Para se ter ideia, atualmente, mesmo tendo cerca de cinco mil farmácias ligadas a redes, das 72 mil existentes, elas levam 30% dos R$ 30 bilhões faturados no setor.

POLÊMICA

Mesmo comemorando os números de vendas, as grandes redes estão prestes a serem impactadas negativamente com uma mudança na legislação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer proibir a comercialização de itens como sorvetes e refrigerantes no ambiente das farmácias. Além disso, veta também a parceria de correspondente bancário, feito no Estado fortemente pela Pague Menos, por exemplo. “Quem vai perder é a população. Meu faturamento sobre o pagamento de contas serve apenas para bancar o funcionário que fica com isso”, alega o presidente da rede, Deusmar Queirós. Apesar disso, o segmento, capitaneado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), conseguiu liminar barrando a vigência da chamada RDC 44/09, antes prevista para fevereiro de 2010.

Hipermercado avança no segmento

Publicado em 01.11.2009
As redes de varejo, como Walmart, Extra e Carrefour despertaram para a grande movimentação do setor e hoje dificilmente abrem novas lojas sem inserir no mesmo local um ponto de venda de medicamentos. O avanço desses gigantes num segmento que há pouco mais de uma década era composto pelo somatório de empresas com basicamente um ponto de venda tem causado grande repercussão. É uma participação que vem crescendo a passos largos, com estimativa de que até 2011 esses grupos sejam responsáveis por 10% do mercado bilionários de medicamentos. Hoje, a projeção de participação é de 5%. Como estratégia de avanço, os gigantes do setor de alimentos chegam a comercializar remédios parcelados em dez vezes, deixando para trás os pequenos que perdem cada vez mais o fôlego.

Segundo o diretor regional do Extra, José Adelson dos Santos, cerca de 2% do faturamento total das lojas já são das farmácias, com crescimento de 30% ao ano no Nordeste. “No Estado a gente está com um dos melhores desempenhos do Nordeste e deve expandir”, diz o diretor. Mas, ao contrário de São Paulo, onde já há até loja de rua da Farmácia Extra, no Recife, a operação se restringe às unidades dos supermercados e hipermercados. Com preços limitados a um determinado desconto – a lei prevê até 30% de redução para genéricos e similares e até 15% para produtos com receituário –, é também sobre o prazo de pagamento que o Extra avança. “Parcelamos em até seis vezes no cartão Extra”, diz ele.

Na última quinta-feira, o Walmart foi além e elevou para dez parcelas o número de vezes que o consumidor pode dividir o item da farmácia. “Nos últimos três anos a gente registrou o que chamamos que crescimento de duplo dígito. As vendas das farmácias representam cerca de 7% do faturamento de cada loja”, comenta o diretor de farmácias do Bompreço, Willian De La Vega. Hoje , depois de 11 anos de entrada nesse disputado mercado, o Walmart soma 129 farmácias, das quais 37 em Pernambuco, e alega que um dos diferenciais oferecidos é a comodidade para o cliente que tem estacionamento e segurança ao parar em uma loja do Hiperbompreço para comprar medicamento.

Mas é exatamente sobre essa oferta que integrantes mais antigos do setor criticam a concorrência desleal. “Eles não precisam pagar segurança, tem menos despesas do que as demais, e ainda assediam o consumidor com prazo de pagamento”, queixa-se o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco (Sincofarma), José Cláudio Soares.

O Walmart usou também outra estratégia colocando a campanha de genéricos de R$ 9,90. “É uma lista de 310 itens com até esse preço”, diz De La Vega. Questionado se hoje a rede se posiciona como líder em vendas, o diretor prefere apenas colocar o grupo como um dos maiores, disputando espaço com outra gigante que é a cearense Pague Menos. “É um mercado extremamente disputado. Num ranking, as maiores disputas estão em Pernambuco, na Bahia e em Fortaleza”, comenta ele.

O Carrefour não está parado nesse segmento e multiplicou consideravelmente sua presença nessa área de 2005 até hoje. Eram dez unidades e hoje são 141. Entre os diferenciais da Drogaria Carrefour está a entrega gratuita dos produtos em um raio de 20 quilômetros e em até 1 hora. Este mês, a empresa lançou o Cartão Convênio Drogaria Carrefour voltado para empresas de médio e grande portes, com desconto em folha.




PESQUISA DA UNIFESP APONTA QUE 70% DOS DOADORES DE SANGUE, QUE ESTÃO INFECTADOS PELA HEPATITE C, PODEM TER LESÃO NO FÍGADO

A avaliação de um método diagnóstico não invasivo para detecção primária de lesão do fígado em portadores do vírus da hepatite C (VHC) e apresentada como dissertação de mestrado na Unifesp traz duas notícias: uma boa e uma ruim. A notícia boa é que um simples exame de sangue pode ajudar a detectar, primariamente, se portadores da Hepatite C já apresentam algum comprometimento do fígado e em que grau se encontra, sem a necessidade de passar, imediatamente, por uma biópsia - procedimento cirúrgico no qual se colhe uma amostra de tecido do órgão para avaliar a evolução da doença.
De acordo com os resultados do estudo, o aumento dos níveis de ácido hialurônico (AH) no sangue de portadores está relacionado com lesão hepática. "A descoberta de métodos diagnósticos não invasivos é de extrema importância, pois, além de minimizar os riscos para o paciente, também diminui os custos para a saúde", explica a bióloga Itatiana Rodart, autora da pesquisa.

O AH é uma substância presente, em diferentes proporções, em todos os órgãos do nosso organismo e preenche os espaços entre as células. É responsável pelo volume da pele, forma dos olhos e lubrificação das articulações. A mensuração dos níveis desse elemento no sangue junto com demais informações também ajuda no diagnóstico de doenças como oftalmopatia associada à Doença de Graves, neoplasias, processos inflamatórios e doenças virais.

Descoberta tardia
Muitas pessoas sequer imaginam serem portadoras da Hepatite C e, quando descobrem, muitas vezes o fígado já apresenta comprometimento. É aí que entra a má notícia do estudo e que serve como alerta para a população. A pesquisa avaliou amostras de sangue de 50.607 doadores da Grande São Paulo e verificou que das 169 (0,33%) com anti-VHC positivos, 99 (58.57%), foram detectadas como portadores da doença. Destes, cerca de 70% já estavam com alterações no fígado, apesar de não apresentarem sintomas clínicos da doença. "Por não apresentarem qualquer sinal clínico ou ultra-sonográfico de hepatite crônica, esses indivíduos consideram-se aptos a doar", afirma a pesquisadora.Na faixa etária de 40 a 49 anos houve maior prevalência do vírus (32,3%), sendo menor entre 60 e 65 anos (3%). O sexo masculino foi o que apresentou maior número de casos (77,78%). "Essa faixa etária atinge a população que sofreu transfusão de sangue ou cirurgias antes de 1989, antes da descoberta do vírus, e os testes sorológicos de ELISA foram implantados em 1992", explica a bióloga.

Subtipo agressivo
O estudo também aponta que o subtipo de vírus da Hepatite C mais prevalente entre os portadores analisados é o tipo 1 (82,8%). De acordo com Itatiana, há seis tipos de vírus da Hepatite C pelo mundo e que demandam tratamentos diferentes. No Brasil, os tipos 1, 3 e 2 são, nessa ordem, os mais prevalentes, sendo que o tipo 1 é considerado o mais agressivo e requer tratamento mais prolongado. Já os tipos 2 e 3 respondem melhor ao tratamento e o tempo de medicação é reduzido pela metade (seis meses).
Para Itatiana, as informações que chegam às pessoas sobre a Hepatite C ainda são insuficientes e o compartilhamento de agulhas entre usuários de drogas ainda é o principal meio de transmissão atualmente, seguido pelo contágio em manicures e tatuagens. "Diferente da transmissão sexual do HIV e do vírus da Hepatite B, que já esta comprovada, a transmissão do VHC por essa via ainda é controverso", explica.


Doença silenciosa
A infecção pelo vírus da Hepatite C (VHC) já é considerada um problema de saúde pública em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo são portadoras de hepatite C crônica, com aproximadamente 4 milhões de novos casos de infecção descobertos por ano. O Ministério da Saúde estima que no Brasil cerca de 3 milhões de pessoas sejam portadoras do VHC. Apesar da possibilidade de cura, a doença é uma das principais causas das complicações hepáticas e transplantes de fígado, uma vez que cerca de 70% a 85% dos casos de contaminação evoluem para doença crônica.

Fonte: Boletim SnifBrasil


SINDUSFARMA REALIZA PALESTRA SOBRE GESTÃO DE DOCUMENTOS NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Organizada pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), a palestra, a ser realizada em 13 de novembro, das 08h30 às 12h30, sobre Gestão de Documentos na Indústria Farmacêutica tem como objetivo analisar a digitalização dos processos corporativos baseados em documentos, que, aliada a tecnologias como certificados digitais, PDF e formulários eletrônicos, vem trazendo vantagens como segurança, agilidade e econômica e também mudando a maneira pelas quais as empresas e pessoas se relacionam.

A palestra, a cargo de Luiz Augusto Bellusci Cavalcante, consultor especializado em tecnologias para digitalização documental e de Marcos Rodrigues, profissional com mais de 20 anos de experiência na área corporativa de TI e em empresas de software e serviços, destina-se, principalmente, a diretores, gerentes e profissionais das áreas de qualidade, assuntos regulatórios, tecnologia da informação, jurídica e P & D, importação e exportação, e também aos profissionais responsáveis por Centros de documentação, bibliotecas e arquivos das empresas.

Inscrições online: www.sindusfarma.org.br

Fonte: Boletim SnifBrasil



Brasil e Índia querem apresentar recurso sobre REMÉDIOS genéricos contra a UE (Capital Press - MT )

Índia e Brasil planejam entrar com recurso na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia, em uma disputa envolvendo a apreensão de medicamentos genéricos efetuada pelos europeus.
Diplomatas dos dois países junto à OMC afirmaram que seus governos decidiram encaminhar um pedido para realização de consultas com a UE, primeira etapa para lançar uma disputa comercial formal.
Em dezembro de 2008, as autoridades holandesas apreenderam genéricos para tratamento de hipertensão, a caminho da Índia para o Brasil. Ambos os países acreditam que o caso é um símbolo do desrespeito das nações ricas e das grandes corporações.

Dilema
A luta entre as multinacionais farmacêuticas e os países ricos e os países em desenvolvimento envolve políticas de comércio e a questão de patentes e propriedade intelectual sobre medicamentos. O dilema é: como conciliar o fornecimento de remédios acessíveis à população de países pobres com a necessidade de se promover a pesquisa médica com o dinheiro arrecadado através das patentes dos medicamentos.

"Decidimos lançar a realização de consultas", afirmou o embaixador da Índia junto à OMC, Ujal Singh Bhatia. "Só estamos finalizando os procedimentos", observou.

"No momento, a decisão de Brasília é de seguir adiante", confirmou o representante brasileiro na OMC, embaixador Roberto Azevedo. Os dois diplomatas ainda não decidiram quando será feito o pedido formal para notificação.

Dois pesos e duas medidas
Tentando um tom conciliatório, a Comissão Europeia afirmou que está levando a sério a questão do acesso a medicamentos por parte dos países em desenvolvimento, e examina os casos de apreensão de remédios.
"A Comissão concorda que ações contra falsificações e contra drogas perigosas não deveriam ser realizadas às custas do comércio de medicamentos genéricos genuínos ", contemporizou Lutz Guellner, porta-voz da comissária europeia para o Comércio, Catherine Ashton. Ela discutiu a questão com o ministro indiano de Comércio e Indústria, Anand Sharma, no começo de outubro, e concordou em continuar trabalhando no assunto.
Em um relatório divulgado nesta semana, as ONGs Oxfam e Health Action International (HAI) acusaram a Europa de estar usando dois pesos e duas medidas, quando de um lado baixa preços de medicamentos no mercado interno e, por outro lado, dificulta o acesso de países pobres a medicamentos baratos.

Passo importante
"Brasil e Índia estão dando um passo importante para derrubar a política europeia de patentes, que está indo na direção errada e impedindo o acesso de milhões de pessoas a medicamentos importantes", declarou Rohit Malpani à Deutsche Welle. O consultor da Oxfam é um dos autores do documento.

"A União Europeia pressiona países como a Índia ou o Equador a introduzirem regras de patentes que vão muito além das impostas pela OMC", acusa o estudo da Oxfam e da HAI. As entidades acusam a UE de colocar os interesses da indústria farmacêutica "acima da saúde de 2 bilhões de pessoas no mundo inteiro, que não têm acesso a medicamentos básicos".
Segundo David Hachfeld, diretor do departamento de política comercial da Oxfam alemã: "A rígidas regras de patentes da UE subvertem as metas de desenvolvimento do milênio, restringirem o comércio de genéricos, e dessa forma fazem com que o preço dos medicamentos chegue às alturas".

"A Índia, por exemplo, produz mais de 80% das drogas anti-HIV de preços acessíveis empregadas no mundo. O endurecimento das regras de patentes da UE deixaria à deriva milhões de portadores de HIV nos países em desenvolvimento", acrescenta Hachfeld.
Desde o fim de 2008, policiais alfandegários de Alemanha e Holanda apreenderam 19 carregamentos de remédios genéricos destinados a países em desenvolvimento, de acordo com a Oxfam e a HAI.

Inspeções
Elise Ford, diretora da representação da Oxfam junto à União Europeia, afirmou que as ações resultariam em medicamentos com preço mais alto nos países em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que a Comissão Europeia está lançando sua própria campanha para assegurar acesso para genéricos baratos dentro de seus Estados-membros.
Autoridades da UE lançaram no começo do ano passado uma série de inspeções para descobrir depósitos ilegais de genéricos em empresas farmacêuticas. A suspeita é de que algumas farmacêuticas recorram à prática do estoque para adiar, assim, a distribuição de medicamentos baratos, lucrando com os remédios de preços mais altos já existentes no mercado.

As autoridades europeias argumentam ter o direito de inspecionar medicamentos genéricos em trânsito, para proteger os cidadãos e pessoas em países desenvolvidos de medicamentos falsificados. A apreensão que irritou o Brasil e a Índia envolveu um carregamento de losartan, o nome genérico para o remédio contra pressão sanguínea alta Cozaar, da Merck. Os medicamentos estavam sendo exportados pelos laboratórios Dr. Reddys, da Índia, e retornaram ao país, após serem liberados pela alfândega.

Formalmente, as regras da OMC preveem que a Índia e o Brasil encaminhem queixas separadas, embora elas possam ser consolidadas em um único caso. "As equipes de juristas já estão se comunicando entre si e se preparando" afirmou Azevedo. "No caso de um encaminhar uma petição, então o outro também tem que fazer uma acusação que seja consistente."


CÂNCER DO COLO DE ÚTERO É O SEGUNDO TIPO QUE MAIS MATA

Existem diversos fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero, sendo que alguns dos principais estão associados às baixas condições sócioeconômicas, ao início precoce da atividade sexual, à multiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo, à higiene íntima inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos orais.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, INCA, estudos recentes mostraram que outro importante fator pode causar a doença, o vírus do papiloma humano (HPV) que tem papel importante no desenvolvimento do câncer de colo uterino, e está presente em mais de 90% dos casos dessa doença. Esse vírus provoca formação de verrugas genitais e não tem tratamento específico, podendo acometer colo de útero, vagina, vulva e glande do pênis. Há mais de 40 subtipos desse vírus. Ele está presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero e também é conhecido pelo nome de cancro ou crista de galo.

Mesmo com as diversas campanhas do Ministério da Saúde o número de novos casos de câncer do colo do útero no Brasil no ano de 2008, superou os 18 mil (um risco estimado de 19 casos a cada 100 mil mulheres). A incidência é cerca de duas vezes maior em países menos desenvolvidos comparado com os mais desenvolvidos. A doença torna-se evidente na faixa etária de 20 a 29 anos e o risco aumenta rapidamente até atingir seu pico geralmente entre 45 a 49 anos. De acordo com a Dra. Alice Helena Rosante Garcia, oncologista da Oncocamp, o contágio acontece pela relação sexual. Segundo ela, a prevenção se dá pela prática segura do sexo, além da realização do exame preventivo, conhecido popularmente como Papanicolaou, uma vez ao ano. Toda mulher, em atividade sexual ou não deve submeter-se ao exame preventivo periódico, especialmente se estiver na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade.

Depois de muitas pesquisas, há cerca de dois anos foi finalmente liberada uma vacina para prevenção do HPV. No momento está em estudo no Ministério da Saúde a aplicação desse medicamento pelo SUS. É importante enfatizar que a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV. Sendo assim, o exame preventivo deve continuar a ser feito mesmo em mulheres vacinadas. "Qualquer médico pode receitar a vacina, desde que a paciente respeite a faixa etária de 9 a 23 anos", explica a Dra. Alice.

Segundo a médica, os principais sintomas do câncer do colo do útero são sangramento vaginal, corrimento, dor e desconforto durante as relações sexuais. O tratamento adequado para cada caso varia conforme a extensão da doença e deve ser avaliado e orientado por um médico.

Fonte: Boletim SnifBrasil



ALLERGAN REALIZA 1º ENCONTRO VIRTUAL DE MÉDICOS PARA DEBATER OS AVANÇOS NO USO DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A

Em 30 de outubro, foi realizado um WebMeeting entre urologistas, ginecologistas, geriatras, neurologistas, fisiatras, cardiologistas e clínicos gerais para debate dos mais recentes avanços científicos no tratamento da bexiga hiperativa com toxina botulínica tipo A.

Promovido pela Allergan, que produz e comercializa BOTOX®, o evento contou com a participação do urologista americano Victor Nitti, membro do American Board of Urology, da Associação Americana de Urologia e da Sociedade Internacional de Continência. Entre os especialistas brasileiros estiveram presentes José Carlos Truzzi, coordenador do setor de Urologia do Laboratório Fleury, que atuou como mediador, e Cristiano Gomes, fellow em Urologia na Universidade da Pennsylvania.

O WebMeeting faz parte do Programa BOTOX® News, desenvolvido pela Allergan com o objetivo de debater usos e avanços da toxina botulínica tipo A na área terapêutica. O tema bexiga hiperativa foi o primeiro de uma séria de debates virtuais que a empresa pretende realizar.

Fonte: Boletim SnifBrasil



CÂNCER DO COLO DE ÚTERO É O SEGUNDO TIPO QUE MAIS MATA

Existem diversos fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero, sendo que alguns dos principais estão associados às baixas condições sócioeconômicas, ao início precoce da atividade sexual, à multiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo, à higiene íntima inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos orais.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, INCA, estudos recentes mostraram que outro importante fator pode causar a doença, o vírus do papiloma humano (HPV) que tem papel importante no desenvolvimento do câncer de colo uterino, e está presente em mais de 90% dos casos dessa doença. Esse vírus provoca formação de verrugas genitais e não tem tratamento específico, podendo acometer colo de útero, vagina, vulva e glande do pênis. Há mais de 40 subtipos desse vírus. Ele está presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero e também é conhecido pelo nome de cancro ou crista de galo.

Mesmo com as diversas campanhas do Ministério da Saúde o número de novos casos de câncer do colo do útero no Brasil no ano de 2008, superou os 18 mil (um risco estimado de 19 casos a cada 100 mil mulheres). A incidência é cerca de duas vezes maior em países menos desenvolvidos comparado com os mais desenvolvidos. A doença torna-se evidente na faixa etária de 20 a 29 anos e o risco aumenta rapidamente até atingir seu pico geralmente entre 45 a 49 anos. De acordo com a Dra. Alice Helena Rosante Garcia, oncologista da Oncocamp, o contágio acontece pela relação sexual. Segundo ela, a prevenção se dá pela prática segura do sexo, além da realização do exame preventivo, conhecido popularmente como Papanicolaou, uma vez ao ano. Toda mulher, em atividade sexual ou não deve submeter-se ao exame preventivo periódico, especialmente se estiver na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade.

Depois de muitas pesquisas, há cerca de dois anos foi finalmente liberada uma vacina para prevenção do HPV. No momento está em estudo no Ministério da Saúde a aplicação desse medicamento pelo SUS. É importante enfatizar que a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV. Sendo assim, o exame preventivo deve continuar a ser feito mesmo em mulheres vacinadas. "Qualquer médico pode receitar a vacina, desde que a paciente respeite a faixa etária de 9 a 23 anos", explica a Dra. Alice.

Segundo a médica, os principais sintomas do câncer do colo do útero são sangramento vaginal, corrimento, dor e desconforto durante as relações sexuais. O tratamento adequado para cada caso varia conforme a extensão da doença e deve ser avaliado e orientado por um médico

Fonte: Boletim SnifBrasil

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